Natividade da Virgem Maria: 8 de setembro

Cada 8 de setembroa Igreja celebra o Natividade da Virgem MariaFesta que comemora o nascimento da Mãe de Deus. A celebração está intimamente ligada à solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro), pois nove meses depois a Igreja contempla o dom do seu nascimento.

O nascimento de Maria é visto como o início da realização das promessas divinas: ela é a mulher escolhida para ser a Mãe do Salvador.

Muitos séculos tinham passado desde que Deus, no limiar do Paraíso, prometera aos nossos primeiros pais a vinda do Messias. Centenas de anos em que a esperança do povo de Israel, depositário da promessa divina, estava centrada numa donzela, da linhagem de David, que conceberá e dará à luz um filho, a quem chamará Emanuel, que significa Deus connosco. (É 7, 14). Geração após geração, os piedosos israelitas aguardavam o nascimento da Mãe do Messias, a que vai dar à luz, como explicou Miqueias, tendo como pano de fundo a profecia de Isaías (cf. O meu 5, 2).

O nascimento da Virgem de Bartolomé Esteban Murillo. Museu do Louvre, Paris.

O nascimento de Maria, o anúncio da Salvação

Vários Papas descreveram esta festa como a aurora que anuncia a vinda do Sol da justiça: Jesus Cristo. Em palavras de São João Paulo IIO nascimento da Virgem Maria é um sinal luminoso que prepara a Encarnação do Filho de Deus.

A liturgia chama-lhe "a raiz da nossa alegria", porque em Maria começa a tornar-se visível o projeto de salvação. O profeta Miqueias, citado nesta festa, anuncia que o Salvador nascerá em Belém e que ele próprio será a paz. Maria, filha de Israel e mãe do Messias, é a ponte entre a promessa e a sua realização.

Maria, sinal de paz e de esperança

O Papa Francisco recordou que esta festa também fala de paz. Nas leituras do dia, a palavra paz ressoa três vezes, porque a vinda de Maria prepara o coração da humanidade para receber Cristo, o Príncipe da paz.

Celebrar o nascimento da Virgem Maria é reconhecê-la como estrela da esperança. Ela ilumina a Igreja e cada cristão, convidando-nos a viver abertos a Deus, como ela fez, e a deixar que Cristo transforme as nossas vidas.

Maria, modelo de santidade

A Natividade da Virgem Maria não é apenas uma memória histórica, mas uma festa que nos encoraja a olhar para a vida com fé: Maria é um modelo de santidade e de beleza espiritual.A criatura perfeita que Deus preparou para o seu Filho.

O seu nascimento marca o início da salvaçãoEla é o elo entre as promessas do Antigo Testamento e a sua realização em Cristo. Para os fiéis, a sua festa é uma ocasião para renovar a nossa confiança em Deus e para pedir a graça de viver com a mesma docilidade e fé de Nossa Senhora.

Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. (Gal 4, 4-5). Deus tem o cuidado de escolher a sua Filha, a sua Esposa e a sua Mãe. E a Virgem Santa, a Senhora Altíssima, a criatura mais amada de Deus, concebida sem pecado original, veio à nossa terra. Nasceu no meio de um silêncio profundo. Dizem que é no outono, quando os campos dormem. Nenhum dos seus contemporâneos se apercebeu do que estava a acontecer. Só os anjos do céu se divertiam.

Das duas genealogias de Cristo que aparecem nos Evangelhos, a registada por Lucas é muito provavelmente a de Maria. Sabemos que ela era de linhagem ilustre, descendente de David, como o profeta tinha indicado ao falar do Messias.um rebento sairá do tronco de Jessé, e um rebento florescerá das suas raízes. (É 11, 1) - e como São Paulo confirma quando escreve aos Romanos sobre Jesus Cristo, nascido da descendência de David segundo a carne (Rm 1, 3).

Um escrito apócrifo do século II, conhecido como Protoevangelho de Tiago, transmitiu os nomes dos seus pais - Joaquim e Ana - que a Igreja inscreveu no calendário litúrgico. Várias tradições situam o lugar do nascimento de Maria na Galileia ou, mais provavelmente, na cidade santa de Jerusalém, onde foram encontradas as ruínas de uma basílica bizantina do século V, construída sobre o chamado casa de Santa AnaA igreja está muito próxima da piscina de provas. Não admira que a liturgia ponha nos lábios de Maria algumas frases do Antigo Testamento: Instalei-me em Sião. Na cidade amada deu-me descanso, e em Jerusalém está a minha autoridade. (Senhor 24, 15).

Leitura do Evangelho do dia

Leitura do Santo Evangelho segundo Mateus 1,1-16. 18-23

Livro da origem de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão.

Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob, Jacob gerou Judá e os seus irmãos. Judá gerou Farés e Zara, de Tamar; Farés gerou Esdrom; Esdrom gerou Arã; Arã gerou Aminadabe; Aminadabe gerou Naassom; Naassom gerou Salmom; Salmom gerou Salmom; Raquabe gerou Boaz; Boaz gerou Obede, de Rute; Obede gerou Jessé; Jessé gerou o rei Davi.

David, pela mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asafe; Asafe gerou Jeosafá; Jeosafá gerou Jorão, e Jorão gerou Uzias, e Uzias gerou Joanã, e Joanã gerou Acaz, e Acaz gerou Ezequias, e Ezequias gerou Manassés, e Manassés gerou Amós, e Amós gerou Josias; Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio babilónico.

Depois do exílio babilónico, Jeconias gerou Sealtiel, Sealtiel gerou Zorobabel, Zorobabel gerou Abiud, Abiud gerou Eliaquim, Eliaquim gerou Azor, Azor gerou Zadoque, Zadoque gerou Zadoque, Zadoque gerou Aquino, Aquino gerou Eliud, Eliud gerou Eleazar, Eleazar gerou Matã, Matã gerou Jacob; Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.

A geração de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida a José e, antes de viverem juntos, soube que estava à espera de um filho por obra do Espírito Santo.

José, seu marido, sendo justo e não querendo difamá-la, decidiu divorciar-se dela em segredo. Mas, mal tomou esta decisão, apareceu-lhe em sonho um anjo do Senhor e disse-lhe
"José, filho de David, não receies receber Maria, tua mulher, porque a criança que nela está é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados".

Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor tinha dito através do profeta:
"Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e chamar-lhe-ão Emanuel, que significa "Deus connosco".

Bibliografia

Opusdei.org. Vida de Maria.

Catequese do Papa: Jesus Cristo, nossa esperança

Audiência geral com o Papa Leão XIV na Praça de São Pedro, 3 de setembro de 2025.

Caros irmãos e irmãs:

No coração da narrativa da paixão, no momento mais luminoso e mais sombrio da vida de Jesus CristoO Evangelho de João dá-nos duas palavras que encerram um mistério imenso: "Tenho sede" (19,28), e logo a seguir: "Tudo está consumado" (19,30). Estas últimas palavras, mas carregadas de toda uma vida, revelam o sentido de toda a existência do Filho de Deus. Na cruz, Jesus não se apresenta como um herói vitorioso, mas como um mendigo de amor. Não proclama, não condena, não se defende. Pede humildemente o que não pode dar a si mesmo de forma alguma.

Jesus Cristo crucificado, expressão plena do Amor

A sede do Crucificado não é apenas a necessidade fisiológica de um corpo quebrado. É também, e sobretudo, a expressão de um desejo profundo: o desejo de amor, de relação, de comunhão. É o grito silencioso de um Deus que, tendo querido partilhar tudo da nossa condição humana, se deixa trespassar por essa sede. Um Deus que não se envergonha de pedir um gole, porque neste gesto nos diz que o amor, para ser verdadeiro, deve também aprender a pedir e não apenas a dar.

"Tenho sede", diz Jesus, e assim manifesta a sua humanidade e também a nossa. Nenhum de nós pode ser autossuficiente. Ninguém se pode salvar a si próprio. A vida "cumpre-se" não quando somos fortes, mas quando aprendemos a receber. E precisamente nesse momento, depois de ter recebido das mãos dos outros uma esponja embebida em vinagre, Jesus proclama: "Tudo está cumprido". O amor fez-se necessitado, e foi precisamente por isso que realizou a sua obra.

Jesús

É este o paradoxo cristão: Deus salva não fazendo, mas deixando-se fazer. Não vencendo o mal com a força, mas aceitando até ao fim a fraqueza do amor. Na cruz, Jesus ensina-nos que o ser humano não se realiza no poder, mas na abertura confiante aos outros, mesmo quando são hostis e inimigos. A salvação não está na autonomia, mas em reconhecer humildemente a sua própria necessidade e saber exprimi-la livremente.

A realização da nossa humanidade no desígnio de Deus não é um ato de força, mas um gesto de confiança. Jesus não salva com um golpe de misericórdia, mas pedindo algo que não pode ser dado por si mesmo. E aqui abre-se uma porta para a verdadeira esperança: se até o Filho de Deus escolheu não se bastar a si mesmo, então a sua sede - de amor, de sentido, de justiça - não é um sinal de fracasso, mas de verdade.

Deixarmo-nos amar por Jesus Cristo

Esta verdade, aparentemente simples, é difícil de aceitar. Vivemos numa época que recompensa a autossuficiência, a eficiência, o desempenho. No entanto, o Evangelho mostra-nos que a medida da nossa humanidade não é o que podemos conquistar, mas a capacidade de nos deixarmos amar e, quando necessário, de ajudar.

Jesus salva-nos, mostrando-nos que pedir não é indigno, mas libertador. É a maneira de sair da ocultação do pecado e de regressar ao espaço da comunhão. Desde o início, o pecado gerou vergonha. Mas o perdão, o verdadeiro perdão, nasce quando podemos olhar de frente a nossa necessidade e deixar de ter medo da rejeição.

A sede de Jesus na cruz é então também a nossa sede. É o grito da humanidade ferida que continua a procurar a água viva. E esta sede não nos afasta de Deus, mas une-nos a Ele. Se tivermos a coragem de o reconhecer, podemos descobrir que a nossa fragilidade é também uma ponte para o céu. É precisamente no pedir - e não no possuir - que se abre um caminho de liberdade, porque deixamos de pretender bastar-nos a nós próprios.

Na fraternidade, na vida simples, na arte de pedir sem vergonha e de oferecer sem cálculo, esconde-se uma alegria que o mundo não conhece. Uma alegria que nos leva de volta à verdade original do nosso ser: somos criaturas feitas para dar e receber amor.

Caros irmãos e irmãs, na sede de Cristo podemos reconhecer toda a nossa sede. E aprender que não há nada mais humano, nada mais divino, do que saber dizer: tenho necessidade. Não tenhamos medo de pedir, sobretudo quando nos parece que não o merecemos. Não tenhamos vergonha de estender a mão. É precisamente aí, nesse gesto humilde, que se esconde a salvação.

Um momento da catequese sobre Jesus Cristo na audiência geral do Papa Leão XIV na Praça de São Pedro (@Vatican Media)

O último apelo do Papa Leão

Estão a chegar notícias dramáticas do Sudão, em particular de Darfur. Em El Fasher, muitos civis estão encurralados na cidade, vítimas da escassez e da violência. Em Tarasin, um deslizamento de terras devastador causou numerosas mortes, deixando um rasto de dor e desespero. E, como se não bastasse, a propagação da cólera ameaça centenas de milhares de pessoas já exaustas. Estou mais próximo do que nunca do povo sudanês, em particular das famílias, das crianças e das pessoas deslocadas.

Rezo por todas as vítimas. Apelo sinceramente aos responsáveis e à comunidade internacional para que assegurem corredores humanitários e lancem uma resposta coordenada para pôr termo a esta catástrofe humanitária. É tempo de um diálogo sério, sincero e inclusivo entre as partes para pôr termo ao conflito e devolver a esperança, a dignidade e a paz ao povo do Sudão.

Santa Madre Teresa de Calcutá: 5 de setembro

Cada 5 de setembroa Igreja celebra o memória de Madre Teresa de Calcutá. A sua vida, marcada pela humildade e pela dedicação total aos mais necessitados, continua a ser um modelo de santidade e de serviço.

Bispo Javier Echevarría O P. Giuseppe Bini, presidente do Opus Dei, sublinhou que a Madre Teresa soube olhar para a vida na perspetiva do amor cristão: um amor que se dá, que vai ao encontro dos mais necessitados e que transforma cada ato numa oportunidade de viver com Deus. O então prelado do Opus Dei sublinhou que ela "via o mundo como uma casa comum" e que a sua vida era um convite a "aprender a viver para os outros".

Instituição da memória litúrgica

O Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos SacramentosO Conselho Pontifício para os Leigos, sob a presidência do Cardeal Arthur Roche, emitiu um decreto a 24 de dezembro de 2024, instituindo oficialmente a memória litúrgica de Madre Teresa no Calendário romano geral.

Este decreto permite que a sua memória seja celebrada a 5 de setembro em todas as dioceses do mundo. O objetivo é que os fiéis recordem o seu exemplo de humildade e de serviço e que as celebrações litúrgicas incluam orações e leituras que reforcem a centralidade do amor ao próximo na vida cristã.

A instituição do memorial litúrgico também facilita a capacidade da Igreja de divulgar a textos litúrgicos A própria Madre Teresa, que inclui leituras de Isaías 58 (Partilha o teu pão com os famintos) e Mateus 25 (Como o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes), reforçando a dimensão espiritual do seu testemunho.

O legado espiritual de Madre Teresa de Calcutá

Num artigo publicado na opusdei.orgJavier Echevarría, então prelado, recordou que Santa Teresa se inclinava sempre para "acolher os abandonados ou curar as feridas do corpo e da alma". Estas palavras reflectem bem o que ela foi: uma mulher que soube descobrir Cristo no rosto dos mais pobres.

Na sua reflexão sobre Madre Teresa, sublinhou como ela encarnar a caridade no quotidiano. Não se limitou a gestos grandiosos, mas encontrou Cristo em cada pessoa necessitada: os doentes, os pobres, os abandonados. A sua vida demonstra que a santidade se constrói através de actos concretos de amor, de coerência e de dedicação.

A sua vida interpela todos os cristãos, porque não se trata apenas de admirar a sua generosidade, mas também de fazer da entrega um modo de vida no quotidiano. Como ele ensinou São JosemaríaA santidade está nas pequenas coisas, no trabalho, na família e também no serviço desinteressado aos que nos rodeiam.

Por isso, a memória de Madre Teresa torna-se uma oportunidade para rever o nosso compromisso cristão: olhamos para os que sofrem com olhos de fé, sabemos descobrir em cada pessoa a dignidade de filho de Deus, pomos o amor nos pormenores concretos da vida?

Porquê 5 de setembro?

Na Igreja, a memória de um santo é celebrado no dia da sua morteEntende-se por isso o momento em que entra plenamente na glória do céu. No caso de Madre Teresa, isto corresponde ao 5 de setembro de 1997Morreu em Calcutá nessa data.

A partir desse dia, muitos começaram a recordar o seu exemplo e a rezar por sua intercessão. A sua canonização em 2016 pelo Papa Francisco reforçou a importância desta data. Assim, a celebração anual não só honra a sua vida, mas também convida os fiéis a refletir sobre a santidade e o serviço concreto aos outros.

Em várias dioceses e paróquias, esta data tornou-se uma ocasião para a realização de actividades caritativas e celebrações litúrgicasrecordando que a vida de Madre Teresa foi um testemunho de amor pelos mais pobres e marginalizados.

São João Paulo II com Santa Teresa de Calcutá e o Beato Álvaro del Portillo a 1 de junho de 1985.

Madre Teresa ilumina o serviço

O Cardeal Arthur Roche, prefeito do Dicastério para o Culto Divino, disse que Madre Teresa é "uma testemunho excecional de esperança"em tempos de dor e marginalização. A sua vida é uma resposta concreta ao apelo do Evangelho para servir os últimos e os esquecidos.

Do ponto de vista cristão, a sua festa litúrgica não é apenas uma recordação histórica, mas um convite a seguir o seu exemplo no presente. Cada cristão pode encarnar este mesmo espírito no seu ambiente: cuidar dos doentes, acompanhar os solitários, os moribundos, os órfãos... dedicar tempo a quem precisa.

Madre Teresa torna-se assim um guia para viver a caridade de forma coerente, lembrando-nos que o caminho para a santidade não se mede por palavras, mas por gestos concretos de amor.

Textos e celebrações litúrgicas

O decreto litúrgico inclui textos específicos para a Missa e a Liturgia das Horas, adaptáveis pelas conferências episcopais em diversas línguas. Entre eles, há orações, leituras e antífonas que sublinham a A misericórdia de Deus e a importância da caridade ativa.

Isto assegura que os fiéis possam participar numa celebração uniforme em todo o mundo, e que a festa da Madre Teresa não se limite a uma recordação histórica, mas seja vivida de uma forma espiritual e comunitária.

O túmulo de Madre Teresa em Calcutá (Índia).

Factos importantes sobre Santa Teresa de Calcutá

A sua vida e obra mostram como a caridade cristã pode transformar realidades concretas e deixar um legado que continua a inspirar milhões de pessoas em todo o mundo.

A festa de Madre Teresa convida-nos a olhar o mundo com os seus olhos: olhos de compaixão, de fé, de dedicação sem limites. Como sublinhou o prelado do Opus Dei, Javier Echevarría, trata-se de aprender a viver para os outros.

Dois dias antes da sua partida para a Casa do Pai, o Papa João Paulo IIamigo pessoal da religiosa, dedicou a oração dominical do Angelus na Praça de São Pedro à Madre Teresa, de quem disse: "A querida religiosa universalmente reconhecida como Mãe dos Pobres, deixa-nos um exemplo eloquente para todos, crentes e não crentes. Deixa-nos o testemunho do amor de Deus. As suas obras falam por si e demonstram aos homens do nosso tempo o sentido elevado da vida.".

Como pode fazer da sua vida quotidiana um serviço aos outros? No dia 5 de setembro, mas ao longo de toda a sua vida, celebre a festa da Madre Teresa com gestos de serviço: oração, actos de caridade ou uma reflexão sobre como colocar o amor e a compaixão na sua vida quotidiana. Ajude-nos a difundir o seu legado de santidade e dedicação.


Fontes consultadas

Fundação Unicaja, mais um ano, com formação completa

Estamos muito gratos ao Fundação Unicaja porque, por mais um ano académico, ajudará a formação integral de seminaristas e sacerdotes diocesanos de países pobres que vêm para a Europa para receber uma educação de excelência. 

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Os estudantes regressam sempre ao seu país de origem depois de concluírem os seus estudos. formação O programa foi lançado na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma.

Missão da Fundação CARF

A missão da Fundação CARF está enquadrada em elementos:

A Fundação CARF -Centro Académico Romano Fundación- -Fundação Centro Académico Romano-. nasceu a 14 de fevereiro de 1989, por sugestão de São João Paulo II ao Beato Álvaro del Portillo. Atualmente, conta com mais de 35 anos de existência.

O seu objetivo é ajudar o formação académica, humana e espiritual de seminaristas, sacerdotes diocesanos e religiosos e religiosas sem recursos económicos para servir a Igreja em todo o mundo.

Hoje, graças ao apoio dos seus doadores e amigos, quase 25.000 na sua história, e no centenas de andaluzesa Fundação ajudou quase 30.000 estudantes em 130 países com falta de recursos materiais e económicos. A própria Fundação Unicaja está envolvida neste projeto há dois anos.

Permitir-lhes estudar e estagiar em Itália (Pontifícia Universidade da Santa Cruz) e em Espanha (Faculdades de Estudos Eclesiásticos da Universidade de Navarra).

A Fundação CARF defende os valores definidos no Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas de 1948. Faz uma menção especial ao liberdade, igualdade e liberdade religiosa. Ao promover a coexistência internacional, a liberdade de opinião e de expressão e, sobretudo, a direito à educação.

Devolver o que foi recebido

O empenhamento de instituições como a Fundação Unicaja permite que pessoas sem recursos se formem na Europa e regressem aos seus países para formar outros; devolvem o que receberam. Uma cadeia de favores sem fim.

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Obrigado do fundo do meu coração! 

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São Gregório Magno: um Papa que mudou a história

São Gregório Magno foi um reformador da liturgia, promotor do canto gregoriano, defensor dos pobres e promotor da evangelização, o seu pontificado marcou um antes e um depois na história. A sua vida recorda-nos que a verdadeira grandeza está em servir Deus e os outros com um amor generoso.

Ao longo da sua história, a Igreja Católica teve figuras extraordinárias que, em tempos de crise e de escuridão, souberam guiar o povo cristão com sabedoria, humildade e fortaleza. Um desses homens providenciais foi São Gregório Magno (540-604), Papa de 590 a 604, considerado um dos quatro grandes Padres da Igreja latina. O seu pontificado deixou uma marca indelével na liturgia, na missão evangelizadora e na organização da Igreja.

São Gregório é recordado como "O Papa que governou com o coração de um monge".O facto de, apesar de assumir o peso do Roma Numa época turbulenta, manteve sempre o espírito de serviço e de humildade que tinha cultivado na sua vida monástica.

A sua figura continua a ser um exemplo para pastores e fiéis, porque soube conjugar a firmeza do governo com uma profunda vida interior, a austeridade pessoal com uma grande generosidade para com os pobres, a tradição com a abertura às necessidades do seu tempo.

Nesta história do blogue, vamos aprofundar a sua vida, o seu contexto histórico, as suas principais obras e a razão pela qual a Igreja o venera como santo e Doutor da Igreja.

Roma, la ciudad que vio nacer a san Gregorio Magno, estaba muy lejos de su antiguo esplendor imperial.

Contexto histórico: uma Roma em ruínas

São Gregório nasceu em Roma por volta de 540, no seio de uma família aristocrática de antiga tradição senatorial. A cidade onde nasceu estava muito longe do seu antigo esplendor imperial: após a queda do Império Romano do Ocidente (476), Roma tinha sido reduzida a um lugar decadente, devastado por guerras, epidemias e pobreza.

O mundo ocidental estava fragmentado e sob a pressão de povos, como os lombardos, que tinham invadido a Itália e ameaçavam constantemente a cidade de Roma. A autoridade política era fraca e o único ponto de referência estável para os povos era a Igreja e Papa.

Este contexto de crise foi decisivo para compreender a figura de Gregório: um homem que, sem o procurar, teve de assumir o encargo de orientar não só a vida espiritual, mas também a sobrevivência material de todo um povo.

Claustro monástico con arquerías, columnas y un monje caminando de espaldas
Um monge caminha ao longo de um claustro de pedra, cujas arcadas se abrem para um pátio.

De prefeito de Roma a monge beneditino

Gregório recebeu uma educação refinada e condizente com a sua posição social. Foi instruído em direito, literatura e administração, o que lhe permitiu ocupar cargos de grande responsabilidade. Por volta de 572, tornou-se prefeito de RomaA mais alta autoridade civil da cidade.

No entanto, após a morte do pai, Gregório decidiu fazer uma mudança radical na sua vida. Vendeu grande parte dos seus bens para ajudar os pobres e transformou a sua casa no Monte Célio num mosteiro beneditino. Ele próprio se retirou para lá como monge, levando uma vida de oração, estudo e austeridade.

A sua vocação monástica esteve sempre no centro da sua identidade e, embora a obediência o tenha levado mais tarde a deixar esta vida contemplativa, Gregório nunca deixou de se considerar um simples "servo dos servos de Deus", título que introduziu e que ainda hoje é usado pelos Papas como sinal de humildade.

Arte renacentista: ceremonia de investidura papal con vestimentas eclesiásticas y tiara
Um novo pontífice recebe a tiara papal das mãos de clérigos e cardeais, marcando o momento da sua investidura.

O Papa que não queria ser Papa

No ano de 590, após a morte do Papa Pelágio II, Gregório foi eleito como sucessor de São Pedro. A escolha não foi fácil: Gregório tentou resistir, chegando mesmo a pedir ao imperador que não confirmasse a sua nomeação, pois sentia que não estava preparado para o enorme encargo. No entanto, o povo romano aclamou-o e ele acabou por aceitar o ministério petrino.

O seu pontificado começou no meio de uma terrível peste que assolava Roma. Segundo a tradição, organizou procissões penitenciais e de súplica à Virgem, durante as quais, ao chegar ao mausoléu de Adriano, teve uma visão do arcanjo Miguel embainhando a espada, sinal de que a peste estava a chegar ao fim. A partir de então, o local passou a chamar-se Castel Sant'Angelo.

Um Papa pastoral e reformador

São Gregório governou a Igreja durante 14 anos, até à sua morte em 604. A sua obra pode ser resumida da seguinte forma:

1. a reforma litúrgica e o canto gregoriano

Um dos legados mais conhecidos de Gregório Magno é a consolidação da liturgia romana. Deu unidade aos ritos, promoveu a clareza nas orações e estabeleceu normas para a celebração da missa e para o canto da liturgia.

Embora não tenha inventado o canto gregoriano, promoveu-o e organizou-o, de modo que a tradição musical da Igreja ocidental ficou ligada ao seu nome. O canto gregoriano tornou-se uma expressão universal de oração e beleza que ainda hoje está viva em mosteiros e templos de todo o mundo.

2. A missão evangelizadora

Gregório compreendeu que o Evangelho devia chegar a todos os povos. Enviou missionários de Roma, sendo o caso mais famoso o de Santo Agostinho de Cantuáriaque levou a fé cristã aos povos anglo-saxónicos de Inglaterra. Graças a esta iniciativa, a Igreja inglesa tornou-se, em poucos séculos, um foco de evangelização para toda a Europa.

Com este impulso missionário, Gregório reforçou a universalidade da Igreja e lançou as bases para a cristianização da Europa medieval.

3. A caridade no centro do seu pontificado

Se alguma coisa caracterizou Gregório, foi a sua proximidade com os mais pobres dos pobres. A Igreja romana, sob o seu domínio, tornou-se a principal instituição de assistência aos necessitados. Organizou um sistema de distribuição de alimentos e de ajudas, administrando com grande rigor os bens eclesiásticos para os pôr ao serviço do povo.

O seu exemplo de austeridade pessoal era claro: enquanto governava com firmeza, vivia com simplicidade, consciente de que a sua missão era servir.

4. Escritos e doutrina espiritual

São Gregório foi um escritor prolífico e claro. As suas obras foram amplamente divulgadas e marcaram a espiritualidade da Idade Média. Entre elas, destacam-se:

A regra pastoral: um manual para bispos e pastores sobre como ministrar com humildade e zelo. Foi tão influente que Carlos Magno o mandou distribuir a todos os bispos do seu império.

Diálogos: onde narra a vida de santos italianos, especialmente São Bento de Nursia, cuja espiritualidade admirava profundamente.

Homilias sobre Ezequiel e sobre os Evangelhos: com ensinamentos claros e práticos para a vida cristã.

A sua teologia, mais pastoral do que especulativa, distingue-se pela sua capacidade de unir a doutrina à vida, a sabedoria à proximidade.

5. Governo e diplomacia

Gregório não foi apenas um líder espiritual, mas também um administrador e diplomata numa Itália devastada. Negociou diretamente com os Lombardos, chegando a acordos de paz que salvaram vidas e protegeram a cidade de Roma.

Reforçou também a organização da Igreja, enviando cartas e diretivas aos bispos de todo o mundo. Conservamos mais de 800 das suas cartas, que nos dão uma ideia da sua enorme atividade e da sua solicitude pastoral.

Santidade e legado

São Gregório morreu a 12 de março de 604, esgotado pela doença e pelo trabalho incessante. Foi sepultado na Basílica de São Pedro, onde o seu túmulo continua a ser venerado.

O povo proclamou-o santo quase imediatamente. A sua fama de santidade deve-se à sua vida austera, ao seu amor pelos pobres, à sua fidelidade à oração e ao seu zelo pela Igreja. Em 1295, o Papa Bonifácio VIII declarou-o santo. Doutor da Igrejareconhecendo a profundidade do seu ensinamento espiritual.

Atualmente, é recordado como São Gregório MagnoPartilha este título apenas com alguns outros Papas da história, como São Leão Magno.

gregorio magno papa
São Gregório Magno, pintura de Antonello da Messina.

Porque é que São Gregório Magno continua a ser relevante hoje em dia?

Apesar de terem passado mais de 1.400 anos desde a sua morte, a figura de São Gregório continua a ser muito relevante para a Igreja e para o mundo:

Excecional em tempos de crise

São Gregório Magno foi um Papa excecional que soube conduzir a Igreja em tempos de crise, não a partir do poder, mas da humildade e do serviço. A sua vida mostra que a santidade não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em viver com fidelidade e dedicação as responsabilidades que Deus coloca diariamente nas nossas mãos.

A Igreja venera-o como santo e doutor porque uniu a oração do monge, a sabedoria do mestre e a fortaleza do pastor. O seu exemplo continua a inspirar os cristãos de hoje a serem luz no meio das trevas, humildes servidores dos outros e fiéis mensageiros do Evangelho.

Como escreveu no seu Regra pastoral: "Aquele que foi nomeado pastor deve ser, antes de mais, um exemplo de vida, para que a sua própria conduta seja um ponto de referência para os outros".

São Gregório Magno ensina-nos que a verdadeira grandeza está na magna caritasno grande e generoso amor que se dá sem medida.


Quatro etapas do sacramento da Confissão

"Jesus Cristo, nosso Senhor, nosso Deus, instituiu os sacramentos, que são como as pegadas dos seus passos, para que os pisemos e cheguemos ao Céu. E um dos sacramentos mais belos e consoladores é o sacramento da Confissão", S. Josemaría Escrivá, Argentina, 15 de junho de 1974.

São Josemaria citou e aqui lhe mostramos o que disse sobre o sacramento como maravilha do amor de Deus.

Sacramento da Confissão

Cristo instituiu este sacramento oferecendo-nos uma nova possibilidade de nos convertermos e de recuperarmos, depois do Batismo, a graça de Deus.

«O sacramento da Reconciliação é um sacramento de cura. Quando me confesso, é para me curar, curar a minha alma, curar o meu coração e algo que fiz e que não está a funcionar bem., Papa Francisco, Audiência Geral, 19 de Fevereiro de 2014.

Como todos os sacramentos, este é um encontro com Jesus. Durante a Confissão, nós recontamos os nossos pecados a Jesus. padre que age na pessoa de Cristo e com a autoridade de Jesus para ouvir, oferecer orientação, proporcionar penitência adequada e pronunciar as palavras de absolvição.

"Em celebração do No Sacramento da Reconciliação, o sacerdote não representa apenas Deus, mas a toda a Comunidade, que se reconhece na fragilidade de cada um dos seus membros, que se põe à escuta do seu arrependimento, que se reconcilia com Ele, que os encoraja e acompanha no caminho da conversão e da maturidade humana e cristã.

Alguém pode dizer: "Só me confesso a Deus". Sim, pode dizer a Deus: "perdoa-me", e contar-lhe os seus pecados. Mas Os nossos pecados são também contra os nossos irmãos, contra a Igreja, e por isso é necessário pedir perdão à Igreja e aos irmãos, na pessoa do sacerdote.Papa Francisco, Catequese de Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2013.

São Josemaria costumava chamar à Confissão o sacramento da alegria, porque através dele se recupera a alegria e a paz que a amizade com Deus traz.

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O momento da Confissão, sinal do perdão e da misericórdia de Deus.

Importância da Confissão

Este sacramento não só restaura a nossa relação como filhos e filhas de Deus, mas também nos reconcilia uns com os outros, refazendo a nossa união com o Corpo de Cristo, a sua Igreja.

O Papa Francisco explicou a importância da confissão com estas palavras: "O perdão dos nossos pecados não é algo que possamos dar a nós próprios. Não posso dizer: perdoo-me a mim mesmo os meus pecados. O perdão pede-se, pede-se ao outro, e na Confissão pedimos perdão a Jesus. O perdão não é fruto do nosso esforço, é um dom, é um dom do Espírito Santo.

Há vários pormenores que podemos ter em conta para o fazer de uma forma mais profunda e eficaz.

Por exemplo, pode servir-se de um guia com as chaves necessárias para uma boa exame de consciência. É um momento para ser honesto consigo próprio e com Deus, sabendo que Ele não quer que os nossos pecados passados nos oprimam, mas quer libertar-nos deles para que possamos viver como Seus bons filhos.

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Álvaro del Portillo dá a absolvição a São Josemaría.

Passos para uma boa confissão

O Catecismo da Igreja propõe quatro passos para uma boa confissão. Estes expressam o caminho para a conversão, que vai desde a análise das nossas acções até à acção que demonstra a mudança que teve lugar em nós.

Há quatro passos a dar para podermos receber o grande abraço de amor que Deus, nosso Pai, nos quer dar com este sacramento: "Deus espera-nos, como o pai da parábola, de braços estendidos, mesmo que não o mereçamos. A nossa dívida não tem importância. Como no caso do filho pródigo, basta-nos abrir o coração" (São Josemaria, Cristo passa, n. 64).

1º Exame de consciência

No exame de consciência tentamos examinar a nossa alma na oração diante de Deus, à luz dos ensinamentos da Igreja, a partir da nossa última confissão.

Reflectimos sobre essas acções, pensamentos ou palavras, que nos podem ter afastado de Deus, ofendido os outros ou nos prejudicado interiormente.

Há vários pormenores que pode ter em conta para o fazer de uma forma mais profunda e eficaz. Por exemplo, podemos utilizar um guia com as chaves necessárias para um bom exame de consciência. 

É um momento para ser honesto consigo próprio e com Deus, sabendo que Ele não quer que os nossos pecados passados nos oprimam, mas quer libertar-nos deles para que possamos viver como seus bons filhos.

2ª Contrição e resolução de não pecar mais

Conflito ou arrependimento, é uma dádiva de Deus. É uma dor de alma e uma rejeição dos nossos pecados, que inclui a resolução de não voltar a pecar.

A confissão é o ato de contar os seus pecados ao padre. Por vezes, o arrependimento vem acompanhado de um sentimento intenso de dor ou vergonha, que nos ajuda a reparar os nossos erros. Mas este sentimento não é indispensável. O importante é compreender que cometemos um erro e ter o desejo de melhorar como cristãos. Caso contrário, colocar-nos-emos nas mãos de Deus para lhe pedir que actue no nosso coração para rejeitar o mal.

A contrição", explica o Papa, "é o pórtico do arrependimento, o caminho privilegiado que conduz ao coração de Deus, que nos acolhe e nos oferece outra oportunidade, desde que nos abramos à verdade da penitência e nos deixemos transformar pela sua misericórdia".

3º Confesse os seus pecados

O padre é um instrumento de Deus. Deixemos de lado a vergonha ou o orgulho, e abramos a nossa alma na certeza de que é Deus que nos escuta.

"Confessar-se a um sacerdote é uma forma de colocar a minha vida nas mãos e no coração de um outro, que nesse momento actua em nome e por conta de Jesus. [É importante que eu vá ao confessionário, que me coloque diante de um sacerdote que representa Jesus, que me ajoelhe diante da Igreja Mãe chamada a distribuir a Misericórdia de Deus. Há uma objetividade neste gesto, em ajoelhar-me diante do padre, que, nesse momento, é o processo da graça que vem até mim e me cura".Papa Francisco. O nome de Deus é misericórdia, 2016.

A confissão é a revelação dos pecados ao sacerdote. Diz-se muitas vezes que uma boa confissão tem "4 C's":

  • Claro: aponte qual foi a falha específica, sem acrescentar desculpas.
  • Concreto: diga o acto ou pensamento preciso, não use frases genéricas.
  • Conciso: evite explicações ou descrições desnecessárias.
  • Completo: não ficar calado sobre qualquer pecado grave, superando a vergonha.
  • A confissão é um sacramento, cuja celebração inclui determinados gestos e palavras por parte do penitente e do sacerdote. o momento mais bonito do sacramento da Confissão, pois recebemos o perdão de Deus.

    4º Cumprir a penitência

    A penitência é um ato simples que representa a nossa reparação pelo pecado que cometemos. É também uma boa ocasião para agradecer a Deus o perdão que recebemos e para renovar a nossa vontade de não voltar a pecar.


    Bibliografia