{"id":222785,"date":"2025-08-25T06:00:00","date_gmt":"2025-08-25T04:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/?p=222785"},"modified":"2025-08-26T11:36:30","modified_gmt":"2025-08-26T09:36:30","slug":"sacerdote-haiti-viniel-rosier-esperanza-pueblo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/sacerdote-haiti-viniel-rosier-esperanza-pueblo\/","title":{"rendered":"Vinel Rosier, sacerdote: \"A Igreja no Haiti sustenta a esperan\u00e7a do povo\"."},"content":{"rendered":"
Vinel Rosier nasceu a 10 de outubro de 1989 em Cavaillon,\u00a0Haiti<\/a>Era o terceiro de uma fam\u00edlia de quatro filhos. Recebeu o diaconado a 25 de maio de 2019 e foi ordenado sacerdote a 31 de agosto do mesmo ano na catedral de Les Cayes, Haiti. <\/p>\n\n\n\n A sua primeira miss\u00e3o pastoral foi a de vig\u00e1rio na par\u00f3quia de Sacr\u00e9-C\u0153ur des Cayes, tarefa que acumulou com a dire\u00e7\u00e3o do\u00a0Movimento \"KIRO<\/a>O projeto foi realizado por jovens crist\u00e3os, juntamente com o ensino do catecismo nas escolas secund\u00e1rias e com aulas de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 B\u00edblia a jovens que estavam prestes a entrar no Semin\u00e1rio Maior.<\/p>\n\n\n\n Quando era crian\u00e7a, preparei-me para a minha Primeira Comunh\u00e3o numa escola dirigida por freiras. Numa aula, uma das freiras perguntou o que quer\u00edamos ser quando fossemos grandes e eu respondi que queria ser padre. Esse desejo foi crescendo dentro de mim, alimentado pelo facto de me ter juntado a um grupo de ac\u00f3litos que ajudavam na Missa<\/a>. <\/p>\n\n\n\n A\u00ed fiquei impressionado com a disponibilidade dos padres e a sua vontade de servir. Passado algum tempo, pedi ao p\u00e1roco que me enviasse para discernir a minha voca\u00e7\u00e3o, e foi isso que fiz durante dois anos at\u00e9 que, em 2010, comecei o programa proped\u00eautico.\u00a0<\/a><\/p>\n\n\n\n -Embora, no in\u00edcio, tenha havido alguma ansiedade e oposi\u00e7\u00e3o entre os meus familiares, no final ficaram contentes. A minha fam\u00edlia pensou que eu deixaria de poder ir ao meu bairro, que teria outros amigos e outra fam\u00edlia. Mas no final, a sua alegria superou a preven\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 um motivo de orgulho para a fam\u00edlia dar um padre \u00e0 Igreja. <\/p>\n\n\n\n Os meus amigos, especialmente os meus colegas de turma, tiveram o mesmo sentimento de descontentamento no in\u00edcio, mas quando viram a minha determina\u00e7\u00e3o em entrar no semin\u00e1rio, acabaram por aceitar a minha escolha.<\/p>\n\n\n\n -O Haiti era um pa\u00eds predominantemente cat\u00f3lico, de tal modo que a grande devo\u00e7\u00e3o mariana do povo esteve na origem de uma interven\u00e7\u00e3o milagrosa da Virgem Maria. Maria<\/a> quando a epidemia de var\u00edola assolava a popula\u00e7\u00e3o. A 8 de dezembro de 1942, o presidente do pa\u00eds autorizou as autoridades eclesi\u00e1sticas a consagrar o Haiti a Nossa Senhora do Perp\u00e9tuo Socorro.<\/p>\n\n\n\n Mas entre o final do s\u00e9culo XIX e o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o protestantismo come\u00e7ou a crescer. Com a ocupa\u00e7\u00e3o americana do Haiti, houve uma maior consolida\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a protestante no Haiti, o que provocou um decl\u00ednio do catolicismo no pa\u00eds. <\/p>\n\n\n\n Embora a presen\u00e7a do catolicismo continue a ser forte no pa\u00eds. \u00c9 verdade que a nossa Igreja \u00e9 totalmente dependente da ajuda externa, mas com os nossos recursos limitados tentamos apoiar as pessoas onde o Estado est\u00e1 ausente. <\/p>\n\n\n\n Apesar de todos os problemas e dificuldades, a Igreja no Haiti continua a ser uma fonte de esperan\u00e7a, trabalhando para um amanh\u00e3 melhor.<\/p>\n\n\n\n Devido \u00e0 instabilidade pol\u00edtica, os desafios que a Igreja enfrenta est\u00e3o a tornar-se mais intensos. Quase todos os dias assistimos \u00e0 viol\u00eancia indiscriminada de bandos que actuam impunemente. Todos os dias assistimos a actos de homic\u00eddio e de banditismo. Os bandos semeiam o terror e o desespero e, por isso, as pessoas saem para a rua para fugir, por vezes sem saberem para onde v\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n O Haiti \u00e9 um pa\u00eds sob amea\u00e7a real, porque as institui\u00e7\u00f5es do Estado se tornaram fr\u00e1geis e os l\u00edderes s\u00e3o incapazes de estabilizar a situa\u00e7\u00e3o. A Igreja tem aqui um papel a desempenhar, lembrando-nos da necessidade urgente de uma transforma\u00e7\u00e3o das mentalidades. <\/p>\n\n\n\n A Igreja no Haiti trabalha para que os jovens em particular, e os haitianos em geral, n\u00e3o desanimem, e sustenta a esperan\u00e7a do povo atrav\u00e9s da sua miss\u00e3o prof\u00e9tica e das suas interven\u00e7\u00f5es no dom\u00ednio da caridade.<\/p>\n\n\n\n -O que mais aprecio na minha forma\u00e7\u00e3o \u00e9 a amplitude de vis\u00e3o que adquiri na universidade em Roma<\/a>. Descobri outras culturas gra\u00e7as aos nossos encontros e interc\u00e2mbios com estudantes universit\u00e1rios de outros pa\u00edses. Pude fazer amigos e descobrir muita riqueza e beleza.\u00a0<\/p>\n\n\n\n Entrevista original publicada em Omnes<\/a>.<\/strong><\/p>\n\n\n\nComo \u00e9 que descobriu a sua voca\u00e7\u00e3o para o sacerd\u00f3cio?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n
Qual foi a rea\u00e7\u00e3o da sua fam\u00edlia e dos seus amigos quando lhes disse que queria ser padre?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n
Como descreveria a Igreja no Haiti?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n

Quais s\u00e3o os desafios que a Igreja enfrenta no seu pa\u00eds?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n
O que \u00e9 que mais aprecia na sua forma\u00e7\u00e3o em Roma?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n
\n\n\n\n\u00cdndice<\/h2>