{"id":216459,"date":"2025-06-12T06:00:00","date_gmt":"2025-06-12T04:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/?p=216459"},"modified":"2026-05-27T15:51:36","modified_gmt":"2026-05-27T13:51:36","slug":"fiesta-jesucristo-sumo-y-eterno-sacerdote","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/fiesta-jesucristo-sumo-y-eterno-sacerdote\/","title":{"rendered":"Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote: Amor dado"},"content":{"rendered":"

Todos os anos, o Quinta-feira depois Pentecostes<\/a><\/strong>a Igreja celebra uma festa lit\u00fargica singular: a festa de Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote<\/strong>. N\u00e3o se trata apenas de mais uma recorda\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, mas de um convite profundo a contemplar o pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio crist\u00e3o: Cristo que se oferece ao Pai para a salva\u00e7\u00e3o do mundo<\/strong>e que associa os sacerdotes da Igreja a este sacrif\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n

O que \u00e9 que se celebra neste feriado?<\/h2>\n\n\n\n

Esta festa tem como centro Cristo na sua dimens\u00e3o sacerdotal<\/strong>ou seja, como mediador entre Deus e o homem<\/strong> (cf. 1 Tm 2, 5). N\u00e3o celebra um momento espec\u00edfico da sua vida (como o Natal<\/a> ou P\u00e1scoa), mas o seu ser sacerdotal eterno<\/strong>segundo a ordem de Melquisedec (cf. Heb 5,6).<\/p>\n\n\n\n

Jesus n\u00e3o era um padre<\/a> como as do templo judaico. Ele \u00e9 o sacerdote perfeito<\/strong> porque oferecia n\u00e3o sacrif\u00edcios de animais, mas o seu pr\u00f3prio corpo e sangue.<\/strong> em obedi\u00eancia e amor ao Pai. Como diz a Carta aos Hebreus: \"Cristo veio como Sumo Sacerdote dos bens futuros... n\u00e3o pelo sangue de bodes e bezerros, mas pelo seu pr\u00f3prio sangue, entrou uma vez por todas no santu\u00e1rio e obteve a reden\u00e7\u00e3o eterna\" (Heb 9,11-12).<\/p>\n\n\n\n

Esta festa foi introduzida no calend\u00e1rio lit\u00fargico por alguns dos bispos<\/a> Foi adotado - especialmente em Espanha e na Am\u00e9rica Latina - no s\u00e9culo XX, e foi aprovado pela Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino em 1987. Desde ent\u00e3o, foi adotado por muitas dioceses de todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n

\"Escena<\/figure>\n\n\n\n

O \u00fanico sacrif\u00edcio e o \u00fanico sacerdote<\/strong><\/p>\n\n\n\n

A Igreja ensina que Cristo \u00e9 sacerdote, v\u00edtima e altar ao mesmo tempo<\/strong>. Ele n\u00e3o \u00e9 apenas aquele que oferece, mas tamb\u00e9m aquele que aquele que se rende<\/strong>Cristo, sacerdote eterno, com a obla\u00e7\u00e3o do seu corpo, uma vez por todas, levou a bom termo a obra da reden\u00e7\u00e3o dos homens\" (Pref\u00e1cio da Missa desta festa).<\/p>\n\n\n\n

Na \u00daltima Ceia, Ele antecipou sacramentalmente o sacrif\u00edcio que consumaria na cruz. Desde ent\u00e3o, cada missa \u00e9 uma atualiza\u00e7\u00e3o real e sacramental desse \u00fanico sacrif\u00edcio<\/strong>. N\u00e3o se repete, mas torna-se presente, pelo poder do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 por isso que, quando os padres celebram a Eucaristia, actue \"in persona Christi Capitis\".<\/strong> (na pessoa de Cristo, a Cabe\u00e7a), n\u00e3o como meros delegados ou representantes. \u00c9 o pr\u00f3prio Cristo que actua atrav\u00e9s deles.<\/p>\n\n\n\n

Festa de Cristo e dos seus sacerdotes<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Este festival \u00e9 tamb\u00e9m uma ocasi\u00e3o privilegiada para rezar pelos padres<\/strong>. Eles foram configurados com Cristo Sacerdote para continuar a sua miss\u00e3o. Nas palavras de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II: \"O sacerd\u00f3cio ministerial participa do \u00fanico sacerd\u00f3cio de Cristo e tem a tarefa de tornar presente em cada \u00e9poca o sacrif\u00edcio da reden\u00e7\u00e3o\" (Carta aos Sacerdotes, Quinta-feira Santa de 1986).<\/p>\n\n\n\n

Hoje, mais do que nunca, os padres precisam da nossa proximidade, do nosso afeto e das nossas ora\u00e7\u00f5es. A sua miss\u00e3o \u00e9 bela, mas tamb\u00e9m exigente. S\u00e3o instrumentos do amor de Cristo, mas n\u00e3o est\u00e3o isentos de dificuldades, fadigas e tenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

Este festival \u00e9, portanto, tamb\u00e9m um apelo a renovar o amor e o apoio aos nossos pastores<\/strong>. \u00c9 tamb\u00e9m um dia para apelo a novas voca\u00e7\u00f5es sacerdotais<\/strong>. A Igreja precisa de homens que, apaixonados por Cristo, estejam dispostos a gastar as suas vidas ao servi\u00e7o do Evangelho.<\/p>\n\n\n\n

Contemplar Cristo Sacerdote para o seguir de perto<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Contemplar Cristo como Sumo e Eterno Sacerdote \u00e9 olhar para o seu Cora\u00e7\u00e3o<\/a>, A sua dedica\u00e7\u00e3o, a sua obedi\u00eancia ao Pai e a sua compaix\u00e3o pelos homens. Tornou-se sacerdote para interceda por n\u00f3s sem cessar<\/strong>Como diz Hebreus: \"Ele pode salvar aqueles que por ele se aproximam de Deus, pois vive sempre para interceder por eles\" (Heb 7,25).<\/p>\n\n\n\n

Num mundo marcado pela autossufici\u00eancia, a pressa e a superficialidade, olhar para Cristo Sacerdote \u00e9 um apelo a viver uma espiritualidade do dom de si, da intercess\u00e3o e do servi\u00e7o silencioso<\/strong>. Cristo n\u00e3o se imp\u00f5e: oferece-se. N\u00e3o exige: d\u00e1-se a si pr\u00f3prio. N\u00e3o se exibe: entrega-se ao extremo.<\/p>\n\n\n\n

Para os fi\u00e9is leigos, esta festa \u00e9 tamb\u00e9m uma recorda\u00e7\u00e3o de que todos os baptizados participam no sacerd\u00f3cio de Cristo<\/strong>. S\u00e3o Pedro afirma-o claramente: \"V\u00f3s sois a ra\u00e7a eleita, o sacerd\u00f3cio real, a na\u00e7\u00e3o santa, o povo de Deus\" (1 Pedro 2,9).<\/p>\n\n\n\n

Este sacerd\u00f3cio comum dos fi\u00e9is<\/strong> \u00e9 vivida na oferta quotidiana, na ora\u00e7\u00e3o, na caridade, no testemunho de vida. Cada crist\u00e3o \u00e9 chamado a oferecer a sua vida como um sacrif\u00edcio espiritual agrad\u00e1vel a Deus (cf. Rm 12,1).<\/p>\n\n\n\n

\"Pintura<\/figure>\n\n\n\n

Uma festa para olhar para o altar... e para o C\u00e9u<\/strong><\/p>\n\n\n\n

A festa de Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, convida-nos a olhe para o altar com uma f\u00e9 renovada<\/strong>e reconhecer que \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo que a\u00ed actua. Ele recorda-nos que a salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem das nossas obras, mas do sacrif\u00edcio de Cristo.<\/strong>. E que este sacrif\u00edcio \u00e9 eterno, sempre vivo, sempre eficaz.<\/p>\n\n\n\n

18 cita\u00e7\u00f5es de S\u00e3o Josemaria sobre os sacerdotes<\/strong><\/p>\n\n\n\n

\u00c9 uma festa profundamente eucar\u00edstica, profundamente sacerdotal e profundamente eclesial. \u00c9 uma oportunidade para agradecer a Cristo pela sua entrega, para rezar por aqueles que foram chamados a represent\u00e1-lo sacramentalmente e para nos oferecermos com ele ao Pai, para o bem do mundo.<\/p>\n\n\n\n

1) Qual \u00e9 a identidade do sacerdote? A de Cristo. Todos os crist\u00e3os podem e devem deixar de o ser alterar Christus<\/em> mas ipse Christus,<\/em> outros Cristos, o pr\u00f3prio Cristo! Mas no sacerdote isto d\u00e1-se imediatamente, de forma sacramental\u00bb (Amar a Igreja, 38).<\/p>\n\n\n\n

2. A n\u00f3s, sacerdotes, pede-se que tenhamos a humildade de aprender a ser antiquados, a ser verdadeiramente servidores dos servidores de Deus (...), para que os crist\u00e3os comuns, os leigos, possam tornar Cristo presente em todos os sectores da sociedade.<\/p>\n\n\n\n

Um padre que vive assim a Santa Missa - adorando, expiando, impetuando, dando gra\u00e7as, identificando-se com Cristo - e que ensina outros a fazer do Sacrif\u00edcio do Altar o centro e raiz da vida do crist\u00e3o, demonstrar\u00e1 verdadeiramente a incompar\u00e1vel grandeza da sua voca\u00e7\u00e3o, aquele car\u00e1cter com o qual \u00e9 selado, que n\u00e3o perder\u00e1 por toda a eternidade (Loving the Church, 49).<\/p>\n\n\n\n

4. Sempre concebi o meu trabalho de sacerdote e de pastor de almas como uma tarefa destinada a confrontar cada pessoa com as exig\u00eancias da sua vida, ajudando-a a descobrir concretamente o que Deus lhe pede, sem limitar aquela santa independ\u00eancia e aquela aben\u00e7oada responsabilidade individual que s\u00e3o as carater\u00edsticas da consci\u00eancia crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n

5) O valor da piedade na Sagrada Liturgia!<\/strong><\/p>\n\n\n\n

N\u00e3o fiquei nada surpreendido com o que algu\u00e9m me disse h\u00e1 alguns dias sobre um padre exemplar que morreu recentemente: que santo ele era!<\/p>\n\n\n\n

-Tratou-o muito?\", perguntei-lhe.<\/p>\n\n\n\n

N\u00e3o\", responde, \"mas vi-o uma vez celebrar a Santa Missa (Forge, 645).<\/p>\n\n\n\n

6. N\u00e3o quero - como sei - deixar de lembrar-lhe novamente que o Sacerdote \u00e9 \"outro Cristo\". -E que o Esp\u00edrito Santo disse: \"nolite tangere Christos meos\".<\/em> -N\u00e3o queira tocar nos \"meus Cristos\" (Caminho, 67).<\/p>\n\n\n\n

7. O trabalho profissional - por assim dizer - dos sacerdotes \u00e9 um minist\u00e9rio divino e p\u00fablico, que abrange toda a atividade de tal forma exigente que, em geral, se um sacerdote tem tempo livre para outros trabalhos que n\u00e3o s\u00e3o propriamente sacerdotais, pode ter a certeza de que n\u00e3o est\u00e1 a cumprir o dever do seu minist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n

Cristo, que subiu \u00e0 Cruz com os bra\u00e7os bem abertos, com o gesto de um Sacerdote Eterno, quer contar connosco - que n\u00e3o somos nada - para levar a \"todos\" os homens os frutos da sua Reden\u00e7\u00e3o (A Forja, 4).<\/p>\n\n\n\n

9. Nem para a direita, nem para a esquerda, nem para o centro. Como sacerdote, procuro estar com Cristo, que na Cruz abriu os dois bra\u00e7os e n\u00e3o apenas um deles: tomo livremente de cada grupo aquilo que me convence e que me faz ter um cora\u00e7\u00e3o e bra\u00e7os acolhedores para toda a humanidade.<\/p>\n\n\n\n

10. Esse padre amigo trabalhava a pensar em Deus, agarrado \u00e0 sua m\u00e3o paternal, e ajudava os outros a assimilar essas ideias maternais. Por isso, costumava dizer a si pr\u00f3prio: quando morreres, tudo estar\u00e1 bem, porque Ele continuar\u00e1 a tomar conta de tudo.<\/p>\n\n\n\n

11. Fui convencido por um padre amigo nosso.<\/strong> Falou-me do seu trabalho apost\u00f3lico e assegurou-me que n\u00e3o h\u00e1 ocupa\u00e7\u00f5es sem import\u00e2ncia. Por baixo deste campo de rosas - disse - esconde-se o esfor\u00e7o silencioso de tantas almas que, com o seu trabalho e a sua ora\u00e7\u00e3o, com a sua ora\u00e7\u00e3o e o seu trabalho, obtiveram do C\u00e9u uma torrente de chuvas de gra\u00e7as, que tudo fecunda (Sulco, 530).<\/p>\n\n\n\n

12. Viva a Santa Missa!<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Ajud\u00e1-lo-\u00e1 a refletir sobre o pensamento de um padre apaixonado: \"\u00c9 poss\u00edvel, meu Deus, participar na Santa Missa e n\u00e3o ser santo?<\/p>\n\n\n\n

-E continuou: \"Permanecerei todos os dias, cumprindo um antigo des\u00edgnio, na Chaga do Lado do meu Senhor!<\/p>\n\n\n\n

Anime-se! (Forge, 934).<\/p>\n\n\n\n

Ser crist\u00e3o - e de uma forma particular ser sacerdote; lembrando tamb\u00e9m que toda a parte batizada no sacerd\u00f3cio real - \u00e9 estar continuamente na Cruz (Forja, 882).<\/p>\n\n\n\n

14. N\u00e3o nos habituemos aos milagres que acontecem \u00e0 nossa frente.<\/strong>O Senhor desce todos os dias pelas m\u00e3os do sacerdote. Jesus quer que estejamos acordados, para nos convencermos da grandeza do seu poder e para ouvirmos de novo a sua promessa: venite post me, et faciam vos fieri piscatores hominum<\/em>Se me seguirdes, farei de v\u00f3s pescadores de homens, sereis eficazes e atraireis almas para Deus. Devemos, pois, confiar nestas palavras do Senhor: entre no barco, pegue nos remos, i\u00e7e as velas e lance-se ao mar do mundo que Cristo nos d\u00e1 por heran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

Se \u00e9 verdade que temos mis\u00e9rias pessoais, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que o Senhor conta com os nossos erros. N\u00e3o escapa ao seu olhar misericordioso que n\u00f3s, homens, somos criaturas com limita\u00e7\u00f5es, com fraquezas, com imperfei\u00e7\u00f5es, inclinados ao pecado. Mas ordena-nos que lutemos, que reconhe\u00e7amos as nossas falhas, n\u00e3o para desanimar, mas para nos arrependermos e alimentarmos o desejo de sermos melhores.<\/p>\n\n\n\n

15. Sacerdote, meu irm\u00e3o, fale sempre de Deus.<\/strong>, que, se voc\u00ea for dele, n\u00e3o haver\u00e1 monotonia nas suas conversas (Forge, 965).<\/p>\n\n\n\n

16. A guarda do cora\u00e7\u00e3o. -Assim rezava aquele sacerdote: \"Jesus, que o meu pobre cora\u00e7\u00e3o seja um jardim selado; que o meu pobre cora\u00e7\u00e3o seja um para\u00edso, onde V\u00f3s viveis; que o Anjo da Guarda o guarde, com uma espada flamejante, com a qual purifica todos os afectos antes de entrarem em mim; Jesus, com o selo divino da Vossa Cruz, selai o meu pobre cora\u00e7\u00e3o\" (Jo 1, 16).<\/p>\n\n\n\n

Quando ele deu a Sagrada Comunh\u00e3o, aquele padre teve vontade de gritar: \"Aqui te dou a Felicidade\" (Forja, 267).<\/p>\n\n\n\n

18. Para n\u00e3o escandalizar, para n\u00e3o produzir sequer a sombra de suspeita de que os filhos de Deus s\u00e3o pregui\u00e7osos ou in\u00fateis, para n\u00e3o ser causa de desedifica\u00e7\u00e3o..., deve esfor\u00e7ar-se por oferecer com a sua conduta a justa medida, a boa \u00edndole de um homem respons\u00e1vel....<\/p>\n\n\n\n


\n\n\n\n

Fontes:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n