Indon\u00e9sia<\/a>e o seu exemplo na forma como professava a sua f\u00e9 foram a semente que acendeu a minha voca\u00e7\u00e3o para o sacerd\u00f3cio. Ensinou-me a rezar todas as manh\u00e3s e todas as noites. Levava-me \u00e0 igreja e sempre me mostrou como um crist\u00e3o deve viver e como enfrentar os desafios. A f\u00e9 da minha m\u00e3e foi tudo para mim. Uma f\u00e9 t\u00e3o viva e real que me ensinou tudo. <\/p>\n\n\n\nAgora, a sua m\u00e3e est\u00e1 muito feliz por ter um filho no caminho do sacerd\u00f3cio. Al\u00e9m disso, toda a fam\u00edlia da sua m\u00e3e, que \u00e9 mu\u00e7ulmana, com grande respeito uns pelos outros, apoia-o na sua voca\u00e7\u00e3o de padre cat\u00f3lico.<\/p>\n\n\n\n
Na sua pr\u00e9-adolesc\u00eancia, queria mudar a sua vida<\/h2>\n\n\n\n Mas tamb\u00e9m passou por uma pr\u00e9-adolesc\u00eancia algo rebelde. \"Quando era adolescente, queria mudar a minha vida. N\u00e3o queria estudar, s\u00f3 queria divertir-me. Em suma, fazia tudo o que me apetecia. E para mudar tudo isso, pensei que a melhor maneira era entrar no semin\u00e1rio menor, um s\u00edtio onde me ajudariam a ser melhor. Mas, claro, no final, Deus n\u00e3o s\u00f3 mudou a minha vida como tamb\u00e9m a minha voca\u00e7\u00e3o.<\/strong>\"diz ele, impressionado.<\/p>\n\n\n\nRecorda o momento mais intenso do seu chamamento, um dia em que, diante do Sant\u00edssimo Sacramento, sentiu uma enorme paz, uma grande alegria ao experimentar que Deus lhe pedia para se entregar aos outros. No fim, ouviu Deus chamar por ele. <\/p>\n\n\n\n
\"Ouvi uma voz que me dizia: 'Dimas, h\u00e1 pessoas que precisam de si, e haver\u00e1 mais pessoas que precisar\u00e3o de si. A partir desse momento de ora\u00e7\u00e3o e de sentir que podia ajudar os outros, quis ser padre. Quero estar com Deus e quero ajudar as pessoas necessitadas em todos os seus desejos.<\/p>\n\n\n\n\nDimas Kusuma Wijaya, da Indon\u00e9sia<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\nUma Faculdade de Teologia em Surabaya<\/h2>\n\n\n\n Assim, aos 15 anos, Dimas entrou no semin\u00e1rio menor. Aos 18, entrou no semin\u00e1rio proped\u00eautico. E aos 20 anos, o seu bispo enviou-o para Espanha, para o Semin\u00e1rio Internacional de Bidasoa, para se formar como padre nas faculdades eclesi\u00e1sticas da Universidade de Navarra. <\/p>\n\n\n\n
\"Acabo de terminar o meu primeiro curso de forma\u00e7\u00e3o. O que o meu bispo quer \u00e9 construir a faculdade de teologia em Surabaya, a minha diocese, e por isso, de dois em dois anos, tenta enviar seminaristas para estudar em Bidasoa\", explica. <\/p>\n\n\n\n
O seu irm\u00e3o mais novo \u00e9 dominicano<\/h2>\n\n\n\n Dimas tem outro irm\u00e3o mais novo que \u00e9 seminarista no Ordo Predicatorum dominicano, estudando filosofia em Manila, nas Filipinas. Tem tamb\u00e9m duas irm\u00e3s mais velhas: uma irm\u00e3 casada que vive em T\u00f3quio e uma segunda irm\u00e3 que ensina psicologia numa universidade em Jacarta.<\/p>\n\n\n\n <\/figure>\n\n\n\nIndon\u00e9sia, um pa\u00eds com seis grandes religi\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n Como \u00e9 que os cat\u00f3licos vivem na Indon\u00e9sia, um pa\u00eds com um grande n\u00famero de mu\u00e7ulmanos, e existe respeito entre as confiss\u00f5es? Dimas responde: \"Devo dizer que atualmente h\u00e1 mais toler\u00e2ncia entre n\u00f3s, mas isso depende do local onde os crist\u00e3os vivem. H\u00e1 cidades onde \u00e9 muito dif\u00edcil construir uma par\u00f3quia ou uma igreja. Tamb\u00e9m tem de ter em conta que a Indon\u00e9sia \u00e9 muito pluralista. H\u00e1 mu\u00e7ulmanos, cat\u00f3licos, budistas, hindus, seguidores do confucionismo e crist\u00e3os protestantes. Seis grandes religi\u00f5es coexistem na Indon\u00e9sia. <\/p>\n\n\n\n