{"id":183243,"date":"2022-06-13T08:00:07","date_gmt":"2022-06-13T06:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/sobre-la-aceptacion-de-si-mismo\/"},"modified":"2024-10-10T13:47:41","modified_gmt":"2024-10-10T11:47:41","slug":"sobre-la-aceptacion-de-si-mismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/sobre-la-aceptacion-de-si-mismo\/","title":{"rendered":"Sobre a auto-aceita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"et_pb_section et_pb_section_250 et_section_regular\" >\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_802\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2342  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et_pb_column_empty\"><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_2343  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_874 post-excerpt  et_pb_text_align_center et_pb_bg_layout_light\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2344  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et-last-child et_pb_column_empty\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_803\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2345  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et_pb_column_empty\"><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_2346  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_875  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<h2>Auto-aceita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Este\u00a0<strong>n\u00e3o significa \"deixar ir\" mas sim trabalhar na realidade e, se necess\u00e1rio, lutar por ela.<\/strong>Precisamos de o transformar, de o melhorar o mais poss\u00edvel, mesmo que seja apenas \"um gr\u00e3o de areia\".<\/p>\n<p>No animal existe apenas um acordo consigo mesmo, <strong>a din\u00e2mica do esp\u00edrito humano, que consiste numa tens\u00e3o entre o ser e o desejo, n\u00e3o existe.<\/strong>Tens\u00e3o: entre o que n\u00f3s somos e o que queremos ser. Esta tens\u00e3o \u00e9 boa, desde que nos mantenha na realidade e n\u00e3o nos fa\u00e7a refugiar em fantasias.<\/p>\n<h2>Comece com a auto-aceita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Pode-se come\u00e7ar com a aceita\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3prio: circunst\u00e2ncias, car\u00e1cter, temperamento, for\u00e7as e fraquezas, possibilidades e limites. Isto n\u00e3o \u00e9 \u00f3bvio, porque <strong>muitas vezes n\u00e3o se aceita a si pr\u00f3prio<\/strong>H\u00e1 cansa\u00e7o, protesto, evas\u00e3o pela imagina\u00e7\u00e3o, disfarces e m\u00e1scaras do que somos, n\u00e3o s\u00f3 diante dos outros mas tamb\u00e9m diante de n\u00f3s pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>E isto n\u00e3o \u00e9 bom. Mas esconde a realidade de um desejo de crescer, que pertence \u00e0 sabedoria. \"<strong>Eu posso e devo trabalhar na minha estrutura de vida<\/strong>mas, acima de tudo, devo dizer 'sim' ao que \u00e9, sen\u00e3o tudo se torna n\u00e3o aut\u00eantico\" (ibid., pp. 142f.).<\/p>\n<p>Assim, aquele que recebeu da natureza um sentido pr\u00e1tico deve utiliz\u00e1-lo, mas sabendo que lhe falta imagina\u00e7\u00e3o e criatividade. Enquanto o artista deve sofrer per\u00edodos de vazio e de des\u00e2nimo, aquele que \u00e9 muito sens\u00edvel v\u00ea mais, mas sofre mais. Aquele que \u00e9 frio e n\u00e3o se deixa afetar por nada, arrisca-se a desconhecer grandes aspectos da exist\u00eancia humana. <strong>Cada um deve aceitar o que tem, purific\u00e1-lo a fim de servir os outros com ele, e lutar pelo que n\u00e3o tem, contando tamb\u00e9m com os outros.\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>Na pr\u00e1tica: Presente<\/h2>\n<p>Isto n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Voc\u00ea tem de come\u00e7ar por chamar coisas boas de boas, coisas m\u00e1s de m\u00e1s; n\u00e3o ficar chateado quando algo corre mal ou \u00e9 corrigido. <strong>S\u00f3 reconhecendo as minhas pr\u00f3prias falhas, das quais estou gradualmente a tomar consci\u00eancia, \u00e9 que tenho uma base real para o meu pr\u00f3prio aperfei\u00e7oamento.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio <strong>aceitar a situa\u00e7\u00e3o de vida, a fase da vida em que nos encontramos e o per\u00edodo hist\u00f3rico em que eu vivo<\/strong>N\u00e3o estou a tentar escapar a estas realidades: estou a tentar conhec\u00ea-las e melhor\u00e1-las. N\u00e3o se pode escapar para o passado ou para o futuro, sem<strong> avaliar o que est\u00e1 presente.<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2347  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et-last-child et_pb_column_empty\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_804\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2348  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et_pb_column_empty\"><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_2349  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_image et_pb_image_117\">\n<p>\t\t\t\t<span class=\"et_pb_image_wrap\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/romano-guardini-aceptacion-de-uno-mismo-carf-1.webp\" alt=\"Nuevo Libro de Ramiro Pellitero Iglesias - Educaci\u00f3n y humanismo cristiano - Expertos CARF\" title=\"romano-guardina-aceita\u00e7\u00e3o do auto-carro de um\" srcset=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/romano-guardini-aceptacion-de-uno-mismo-carf-1.webp 346w, https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/romano-guardini-aceptacion-de-uno-mismo-carf-1-284x300.webp 284w, https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/romano-guardini-aceptacion-de-uno-mismo-carf-1.webp 11w\" sizes=\"(max-width: 346px) 100vw, 346px\" class=\"wp-image-152292\" \/><\/span>\n\t\t\t<\/div>\n<div class=\"et_pb_with_border et_pb_module et_pb_text et_pb_text_876 leyenda  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<p>Romano Guardini (It\u00e1lia 1885-Munique 1968) padre cat\u00f3lico alem\u00e3o, pensador, escritor e acad\u00e9mico. Ele \u00e9 considerado um dos te\u00f3logos mais autorizados do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2350  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et-last-child et_pb_column_empty\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_805\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2351  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et_pb_column_empty\"><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_2352  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_877  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<h2>Aceita\u00e7\u00e3o do destino<\/h2>\n<p>\u00c9 aqui que entra a aceita\u00e7\u00e3o do destino (tratado por R. Spaemann no \u00faltimo cap\u00edtulo de \u00c9tica: Quest\u00f5es Fundamentais, Pamplona 2010). <strong>O destino n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3rio, mas o resultado da liga\u00e7\u00e3o de elementos internos e externos.<\/strong>algumas das quais dependem de n\u00f3s. Antes de mais nada sobre as nossas disposi\u00e7\u00f5es, car\u00e1cter, natureza, etc. <strong>(mais uma vez: aceitar-se a si pr\u00f3prio)<\/strong>. Mas \u00e9 tamb\u00e9m o resultado do nosso <a href=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/expertos\/la-libertad-cristiana-adrien-candiard\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">liberdade<\/a> na vida quotidiana, tamb\u00e9m nas pequenas coisas que deixamos ou n\u00e3o deixamos passar.<\/p>\n<p>Aceitar-se a si pr\u00f3prio ou ao destino pode tornar-se dif\u00edcil quando surge a dor ou o sofrimento. \u00c9 por isso que inclui o<strong>\u00a0capacidade de aprender com o sofrimento, e n\u00e3o apenas evit\u00e1-lo<\/strong>Claro que \u00e9, na medida do poss\u00edvel, mas tentando compreend\u00ea-lo,<strong> aprender com ela.<\/strong><\/p>\n<p>Aceitar a pr\u00f3pria vida \u00e9 aceit\u00e1-la como recebida, recebida dos pr\u00f3prios pais, da situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e dos antepassados, mas tamb\u00e9m, pode-se pensar sabiamente, de Deus.<\/p>\n<p>Segundo o Cristianismo, Deus tem experi\u00eancia dos nossos problemas porque Ele tomou carne em Jesus Cristo, que se tornou vulner\u00e1vel ao extremo, mas em plena liberdade. Y <strong>N\u00e3o h\u00e1 falta de sentido em Deus. Um significado que n\u00e3o \u00e9 apenas racional, mas ao mesmo tempo amor.<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que <strong>n\u00e3o devemos confundir o facto de eu n\u00e3o compreender o significado desta situa\u00e7\u00e3o hoje e agora, com o facto de esta situa\u00e7\u00e3o ter um significado na minha vida como um todo.<\/strong>que eu devo descobrir e usar com confian\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_878  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<h2>Uma \u00e9tica para o nosso tempo<\/h2>\n<p>Para al\u00e9m do livro citado neste artigo, ver a primeira parte (original 1953) do seu pequeno livro: \"La aceptaci\u00f3n de s\u00ed mismo; las edades de la vida\", Cristiandad, Madrid 1977. O tema da aceita\u00e7\u00e3o foi desenvolvido pelo autor dez anos mais tarde num segundo livro sobre as virtudes, que \u00e9 o referido no nosso texto. Cf. \"Aceita\u00e7\u00e3o\", em <i style=\"font-size: 22px; font-weight: 400; color: var(--azul-1); font-family: acumin-pro, sans-serif;\">Uma \u00e9tica para o nosso tempo\u00a0<\/i><span style=\"font-size: 22px; font-weight: 400; color: var(--azul-1); font-family: acumin-pro, sans-serif;\">(originalmente intitulado \"Tugenden\", virtudes, e publicado como segunda parte de\u00a0<\/span><i style=\"font-size: 22px; font-weight: 400; color: var(--azul-1); font-family: acumin-pro, sans-serif;\">A ess\u00eancia do Cristianismo,<\/i><span style=\"font-size: 22px; font-weight: 400; color: var(--azul-1); font-family: acumin-pro, sans-serif;\">\u00a0Cristiandad, Madrid 2007, pp. 139-151); neste caso a aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada como uma virtude juntamente com outras no campo do auto-controlo (tais como respeito e fidelidade, paci\u00eancia e ascese, coragem e bravura, concentra\u00e7\u00e3o e sil\u00eancio), a busca da verdade e da solidariedade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2353  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et-last-child et_pb_column_empty\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_806\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2354  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et_pb_column_empty\"><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_2355  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_with_border et_pb_module et_pb_text et_pb_text_879 elemento-firma  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<p><strong>Sr. Ramiro Pellitero Iglesias<\/strong><br \/>Professor de Teologia Pastoral<br \/>Faculdade de Teologia<br \/>Universidade de Navarra<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Publicado em \"Igreja e nova evangeliza\u00e7\u00e3o\".<\/em><\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2356  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et-last-child et_pb_column_empty\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Guardini, o pressuposto para o crescimento da vida moral, ou seja, da maturidade em valores, \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o de si mesmo. Aceitarmo-nos a n\u00f3s mesmos, as pessoas \u00e0 nossa volta, o tempo em que vivemos (cf. para o seguinte R. Guardini, Una \u00e9tica para nuestro tiempo, Madrid 1977, pp. 140ff.)<\/p>","protected":false},"author":5,"featured_media":183767,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"give_campaign_id":0,"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-183243","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183243","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=183243"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183243\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":199275,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183243\/revisions\/199275"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/183767"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=183243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=183243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=183243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}