{"id":183220,"date":"2022-05-09T08:00:19","date_gmt":"2022-05-09T06:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/el-asombroso-poder-del-perdon\/"},"modified":"2024-10-10T13:47:38","modified_gmt":"2024-10-10T11:47:38","slug":"el-asombroso-poder-del-perdon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/el-asombroso-poder-del-perdon\/","title":{"rendered":"O espantoso poder do perd\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"et_pb_section et_pb_section_244 et_section_regular\">\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_770\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2249  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et_pb_column_empty\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_771\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_2253  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_842  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<h2>Perd\u00e3o<\/h2>\n<p>Serve para desfazer os actos do passado e libertar-nos das suas consequ\u00eancias. Sem o perd\u00e3o ser\u00edamos como o aprendiz de feiticeiro que n\u00e3o conhecia a f\u00f3rmula m\u00e1gica para quebrar o feiti\u00e7o. Mas se formos perdoados, podemos come\u00e7ar a viver novamente.<\/p>\n<p>E se perdoarmos, damos \u00e0 outra pessoa a capacidade de come\u00e7ar de novo, de come\u00e7ar algo novo. Em contraste com a vingan\u00e7a, o perd\u00e3o \u00e9 imprevis\u00edvel, e traz liberdade da vingan\u00e7a.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo judeu reconhece que <strong><em>\"o descobridor do papel do perd\u00e3o nos assuntos humanos foi Jesus de Nazar\u00e9\".<\/em><\/strong>mesmo que ele o tenha feito num contexto religioso.<\/p>\n<p>Deve ser notado, na perspectiva da f\u00e9 crist\u00e3, que ela tamb\u00e9m <strong>Jesus \"descobriu\" como o perd\u00e3o faz parte do grande poder de Deus.<\/strong>; e isso, <strong>O perd\u00e3o humano, afinal de contas, \u00e9 a imagem do perd\u00e3o divino, ele tem sempre ra\u00edzes divinas.<\/strong><\/p>\n<h2>O perd\u00e3o \u00e9 dar-se para a salva\u00e7\u00e3o de cada um e de todos.<\/h2>\n<p>Na sua homilia no <a href=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/blog\/domingo-de-ramos-significado\/\">Domingo de Ramos<\/a> (10-IV-2022), o Papa Francisco observou que no Calv\u00e1rio se confrontam duas mentalidades. No Evangelho, de facto, as palavras de Jesus crucificado s\u00e3o contrastadas com as dos seus carrascos.<\/p>\n<p>Neles soa como um refr\u00e3o: <em>\"Salve-se a si mesmo\".<\/em>. Do lado dos patr\u00f5es: <em>\"Que se salve a si mesmo, se ele \u00e9 o Cristo de Deus, o escolhido\".<\/em> (Lc 23,35). disseram os soldados: <em>\"Se voc\u00ea \u00e9 o rei dos judeus, salve-se a si mesmo\".<\/em> (v. 37). E at\u00e9 um dos malfeitores o repete: <em>\"Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 o Cristo? Salve-se a si mesmo\"!<\/em> (v. 39).<\/p>\n<p>Mas o Papa Francisco lembra-nos: \"Salvar-se, cuidar de si pr\u00f3prio, pensar em si pr\u00f3prio; n\u00e3o dos outros, mas apenas da pr\u00f3pria sa\u00fade, do pr\u00f3prio sucesso, dos pr\u00f3prios interesses; de ter, do poder, de aparecer. <strong>Salve-se: \u00e9 o refr\u00e3o da humanidade que crucificou o Senhor.<\/strong>\".<\/p>\n<p>\u00c9 Francisco que nos convida a pensar sobre isso, como um aviso de qu\u00e3o longe a mentalidade paradoxal e ao mesmo tempo \"l\u00f3gica\" (com a l\u00f3gica do eu) individualista pode ir: para mostrar que voc\u00ea n\u00e3o se pode salvar (que \u00e9 o que todos n\u00f3s supostamente procuramos), n\u00f3s crucificamo-lo.<\/p>\n<p>Mas, o Papa continua, <strong>\"a mentalidade do eu \u00e9 oposta \u00e0 mentalidade de Deus; a auto-salva\u00e7\u00e3o choca com o Salvador que se d\u00e1 a si mesmo\".<\/strong>. Ele n\u00e3o reclama nada para Si pr\u00f3prio; Ele nem sequer se defende ou justifica a Si pr\u00f3prio. Ele reza ao Pai e tem miseric\u00f3rdia do bom ladr\u00e3o. Ele s\u00f3 est\u00e1 interessado no oposto de se salvar a si mesmo: \"Pai, perdoa-lhes\" (v. 34).<\/p>\n<p>Francisco aconselha-nos a insistir nas palavras que Jesus pronuncia quando pregado no cadafalso da humilha\u00e7\u00e3o, e que aumentam a intensidade do seu dom, a ponto de o transformar em\u00a0<em><strong>\"por-don<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>De facto, a pr\u00f3pria palavra parece dizer isso:<strong>\u00a0<em>\"perdoe\".<\/em> \u00e9 mais do que dar, \u00e9 dar da forma mais perfeita, que \u00e9 dar envolvendo-se a si mesmo<\/strong> a si mesmo, para dar completamente.<\/p>\n<p>Consequentemente: <em>\"Olhemos para Jesus na cruz e compreendamos que nunca recebemos um abra\u00e7o mais amoroso. Olhemos para o Crucifixo e digamos: <strong>Obrigado Jesus: ama-me e perdoa-me sempre, mesmo quando tenho dificuldade em amar e perdoar-me\".<\/strong>.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Temos dificuldade em amar e perdoar-nos porque o nosso lado n\u00e3o divino (meramente humano ou por vezes um pouco sub-humano) nos impede de ver a realidade, a realidade que implicaria aceitarmo-nos como somos: pouco mas recebido de Deus; mais: filhos de Deus.<\/p>\n<h3>Jesus perdoa a todos<\/h3>\n<p>Os seus inimigos tamb\u00e9m: <em>\"No momento mais dif\u00edcil, Jesus vive o seu mandamento mais dif\u00edcil: amai os vossos inimigos\".<\/em>. Quando algu\u00e9m nos ofendeu, \u00e9 comum que lambamos as nossas feridas.<\/p>\n<p>E assim, diz Francisco, <em>\"Jesus ensina-nos a n\u00e3o ficar l\u00e1, mas a reagir. Para quebrar o c\u00edrculo vicioso do mal e do remorso. Reagir \u00e0s unhas da vida com amor, aos golpes de \u00f3dio com a car\u00edcia do perd\u00e3o\".<\/em>.<\/p>\n<p>. Portanto, se quisermos provar que pertencemos a Cristo, <strong><em>\"vejamos como nos comportamos para com aqueles que nos prejudicaram\".<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>O perd\u00e3o de Jesus ensina-nos a perdoar<\/strong>: <em>\"O Senhor pede-nos para responder, n\u00e3o como n\u00f3s fazemos ou como todos os outros fazem, mas como Ele faz connosco. Ele pede-nos para quebrar a corrente do 'Eu amo-te se me amas; Eu sou teu amigo se tu \u00e9s meu amigo; Eu ajudo-te se tu me ajudares'\".<\/em>.<\/p>\n<p>N\u00e3o, compaix\u00e3o e miseric\u00f3rdia para todos, porque Deus v\u00ea em cada um um filho. N\u00e3o nos divide em bons e maus, amigos e inimigos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_772\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2255  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et_pb_column_empty\"><\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_2256  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_image et_pb_image_112\">\n<p><span class=\"et_pb_image_wrap\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-151036\" title=\"papa-francisco-esquecimento\" src=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/papa-francisco-perdon-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" srcset=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/papa-francisco-perdon-1.jpg 480w, https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/papa-francisco-perdon-1-300x226.jpg 300w\" alt=\"Papa Francisco - Cuaresma 2022 - El asombroso poder del perd\u00f3n\" \/><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_with_border et_pb_module et_pb_text et_pb_text_843 leyenda  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<p>Papa Francisco nesta Quaresma de 2022<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_773\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_2259  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_844  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<h2>Perd\u00e3o: o caminho da perseveran\u00e7a, verdade e santidade<\/h2>\n<p><strong>Mais tr\u00eas coisas que o perd\u00e3o alcan\u00e7a:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>D\u00e1-nos a perseveran\u00e7a do amor: perdoa sempre: continua a perdoar, aconte\u00e7a o que acontecer.<\/li>\n<li>Tamb\u00e9m nos leva de volta \u00e0 verdade: Casa que perde aquele que faz o mal.<\/li>\n<li>Finalmente, abre-nos \u00e0 santidade que \u00e9 a verdadeira vida: a vida plena.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Vamos olhar para eles um a um.<\/p>\n<p><strong>Pai, perdoa-lhes porque eles n\u00e3o sabem o que fazem.<\/strong> Francisco interpreta que Jesus passou as horas na cruz com estas palavras nos seus l\u00e1bios e no seu cora\u00e7\u00e3o. Deus nunca se cansa de perdoar. <strong>Somos n\u00f3s que nos cansamos de pedir perd\u00e3o, mas Ele nunca se cansa de perdoar.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 por isso que nos aconselha a n\u00e3o nos cansarmos de pedir perd\u00e3o. Nem os padres para o administrarem, com o sacramento da confiss\u00e3o, nem cada crist\u00e3o para o receber e testemunhar.<strong> N\u00e3o nos cansemos do perd\u00e3o de Deus.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 como se nos estivessem a dizer: <strong>Deus perdoa continuamente para que nos permitamos ser perdoados e perdoar.<\/strong>Ele tamb\u00e9m perdoa o tempo todo. Deus perdoa sempre e perdoa tudo, porque \u00e9 a sua maneira de servir que nos traz uma paz incompar\u00e1vel (Francisco ir\u00e1 lembrar-nos novamente na Quinta-feira Santa). E assim podemos servir mais e melhor.<\/p>\n<p>Quando se diz, Pai, perdoa-lhes porque eles n\u00e3o sabem o que fazem, isso n\u00e3o significa que n\u00e3o tenham tido a inten\u00e7\u00e3o de o fazer. Mas que isto <em>\"porque n\u00e3o sabem<\/em> denota <em>\"essa ignor\u00e2ncia do cora\u00e7\u00e3o que todos os pecadores t\u00eam\".<\/em>. \"Quando se usa a viol\u00eancia, nada se sabe de Deus, que \u00e9 Pai, nem de outros, que s\u00e3o irm\u00e3os\".<\/p>\n<h3>Isso mesmo: quando voc\u00ea rejeita o amor, voc\u00ea n\u00e3o sabe a verdade.<\/h3>\n<p>Apenas uma pessoa d\u00e1 as boas-vindas a esta frase. <em>\"Pai, perdoa-lhes porque n\u00e3o sabem o que fazem\".<\/em>O bom ladr\u00e3o (Lc 23, 42). E Jesus responde-lhe: <em>\"Hoje voc\u00ea vai estar comigo no para\u00edso\".<\/em> (v. 43).<\/p>\n<p>Eis que\", sublinha o sucessor de Pedro <strong>a maravilha do perd\u00e3o de Deus<\/strong>O \u00faltimo pedido de um homem condenado \u00e0 morte foi transformado na primeira canoniza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Certo. <strong>A santidade \u00e9 alcan\u00e7ada pedindo perd\u00e3o e perdoando<\/strong>. E assim <em>\"com Deus voc\u00ea pode sempre viver novamente\".<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Pedir perd\u00e3o, o Papa dir\u00e1 alguns dias depois na Vig\u00edlia Pascal, requer coragem para se deixar perdoar e vontade de mudar, deixando para tr\u00e1s as obras do mal.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O perd\u00e3o nos tornar\u00e1 mais capazes de servir a todos com a consci\u00eancia tranquila.<\/strong> (Quinta-feira Santa)<\/p>\n<p>Francisco tamb\u00e9m disse isto em Floriana, Malta (3 de Abril de 2022): <strong>Para Deus n\u00e3o existe tal palavra como \"irrecuper\u00e1vel\". E aquele que experimenta o seu perd\u00e3o \u00e9 aquele que realmente o conhece.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_774\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_2262  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_with_border et_pb_module et_pb_text et_pb_text_845 elemento-firma  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<p><strong>Sr. Ramiro Pellitero Iglesias<\/strong><br \/>\nProfessor de Teologia Pastoral na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Publicado em \"<a href=\"https:\/\/iglesiaynuevaevangelizacion.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Igreja e nova evangeliza\u00e7\u00e3o<\/a>\"<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_2263  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et-last-child et_pb_column_empty\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No seu livro A Condi\u00e7\u00e3o Humana, Hanna Arendt (ed. Paid\u00f3s, Barcelona 1993, pp. 255-262) explica, a n\u00edvel antropol\u00f3gico, o espantoso poder de perdoar e pedir perd\u00e3o<\/p>","protected":false},"author":5,"featured_media":183744,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"give_campaign_id":0,"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-183220","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=183220"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":199268,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183220\/revisions\/199268"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/183744"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=183220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=183220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=183220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}