{"id":183216,"date":"2022-05-02T08:00:54","date_gmt":"2022-05-02T06:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/la-libertad-cristiana-adrien-candiard\/"},"modified":"2024-10-10T13:47:37","modified_gmt":"2024-10-10T11:47:37","slug":"la-libertad-cristiana-adrien-candiard","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/la-libertad-cristiana-adrien-candiard\/","title":{"rendered":"A liberdade crist\u00e3, Adrien Candiard"},"content":{"rendered":"
O autor poderia ter usado numerosas passagens do Novo Testamento como base para a sua obra, mas ele escolheu basear o seu discurso em 25 vers\u00edculos da carta de Paulo a Filemon, um exemplo ilustrativo do que significa a liberdade crist\u00e3.<\/p>\n
Lembre-se que o escravo On\u00e9simo fugiu da casa do seu mestre Filemon, que era crist\u00e3o, mas no seu caminho encontrou Paulo, que o baptizou e lhe deu uma carta para a apresentar ao seu mestre.<\/p>\n
O ap\u00f3stolo poderia ter ordenado a Filemon que recebesse o escravo fugitivo ou que o libertasse. Ele tamb\u00e9m n\u00e3o o fez, embora tivesse o direito de o fazer.<\/p>\n
Pelo contr\u00e1rio, Paulo apela \u00e0 liberdade de Fil\u00e9mon com estas palavras: \"...\".Embora eu seja livre em Cristo para vos dizer o que fazer, prefiro apelar \u00e0 vossa caridade.<\/em>\".<\/p>\n \u00c9 precisamente disto que se trata a liberdade crist\u00e3<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 obedi\u00eancia pueril, como diz o autor. Consiste em num apelo \u00e0 responsabilidade pessoal, e sempre de m\u00e3os dadas com a caridade, <\/strong>o maior dos Virtudes crist\u00e3s.<\/a><\/p>\n Candiard conta uma anedota da \u00e9poca dos seus estudos em Roma: ele queria que o seu director espiritual o obrigasse a levantar-se cedo para ir \u00e0 missa numa igreja perto da sua casa. Isto facilitar-lhe-ia, por meio de um imperativo, fazer o que se tinha tornado obrigado a fazer. Sabiamente, o director recusou-se a faz\u00ea-lo, recordando-lhe ao mesmo tempo que A vida crist\u00e3 \u00e9 crescer em liberdade.<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/p><\/div>\n \t\t\t\t O autor, um dominicano franc\u00eas que vive no Egipto<\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/p><\/div>\n O religioso franc\u00eas tamb\u00e9m fala a partir da sua experi\u00eancia como padre, porque j\u00e1 conheceu muitas pessoas que lhe perguntam o que \u00e9 l\u00edcito e o que n\u00e3o \u00e9. Eles d\u00e3o a impress\u00e3o de serem dependentes de um Deus tir\u00e2nico que lhes imp\u00f4s pesados fardos.<\/p>\n Muitas vezes esta atitude denota uma falta de espiritualidade, uma falta de compreens\u00e3o do que \u00e9 a vontade de Deus. \u00c9 necess\u00e1rio am\u00e1-lo com base na convic\u00e7\u00e3o de que Deus quer sempre o nosso bem. Consequentemente, n\u00e3o se pode separar a vida moral da vida espiritual.<\/strong><\/p>\n
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