{"id":183021,"date":"2022-01-04T06:00:00","date_gmt":"2022-01-04T05:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/tiempos-de-crisis-tiempos-de-gracia\/"},"modified":"2025-04-07T11:59:14","modified_gmt":"2025-04-07T09:59:14","slug":"tiempos-de-crisis-tiempos-de-gracia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/tiempos-de-crisis-tiempos-de-gracia\/","title":{"rendered":"Tempos de crise, tempos de gra\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"et_pb_section et_pb_section_118 et_section_regular\">\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_396\">\n<p class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_1168  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et_pb_column_empty\"><span style=\"color: initial; font-size: revert;\">Os tempos de crise s\u00e3o tempos de gra\u00e7a. Foi com este argumento surpreendente que o Papa Francisco come\u00e7ou a sua <\/span><a style=\"font-size: revert;\" href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/es\/speeches\/2020\/december\/documents\/papa-francesco_20201221_curia-romana.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">endere\u00e7o da C\u00faria Romana (21-XII-2020)<\/a><span style=\"color: initial; font-size: revert;\">\u00a0por ocasi\u00e3o do Natal. E este foi o primeiro ponto: o contraste, pode-se dizer, entre uma cultura de morte e uma cultura de morte.\u00a0<\/span><strong style=\"color: initial; font-size: revert;\">cultura de vida,<\/strong><span style=\"color: initial; font-size: revert;\">\u00a0que encontra o seu centro e plenitude na encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_397\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_1172  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_448  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<h3>Natal Pand\u00e9mico<\/h3>\n<p>Mas, ele continuou, a fim de agarrar, valorizar e beneficiar deste evento, certas condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias. <strong>Voc\u00ea tem de se \"colocar\" no lugar certo.<\/strong>Isto s\u00f3 acontece \"se formos inertes, humildes, essenciais\".<\/p>\n<p>Face a este \"Natal pand\u00e9mico\", Francisco reflecte mais uma vez sobre a nossa situa\u00e7\u00e3o: <strong>tem sido, diz ele, \"um teste importante e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade para converter e recuperar a autenticidade\".<\/strong><\/p>\n<h3>Converter-se a qu\u00ea?<\/h3>\n<p>O Papa retoma agora a sua proposta daquela medita\u00e7\u00e3o muito especial de 27 de Mar\u00e7o na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro: \"uma pra\u00e7a vazia mas cheia de uma perten\u00e7a comum que nos une a cada canto da terra\". Esta proposta, que \u00e9 mais desenvolvida na enc\u00edclica<a href=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/es\/fratelli-tutti\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0Fratelli tutti<\/a>\u00e9 nada mais nada menos que fraternidade.<\/p>\n<p><strong>A pandemia mostrou que estamos juntos numa tempestade, porque somos irm\u00e3os e irm\u00e3s. \u00c9 por isso que \u00e9 importante que saibamos sonhar juntos.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_398\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_1175  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_image et_pb_image_48\">\n<p><span class=\"et_pb_image_wrap\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-128741\" title=\"Tempos de crise e de gra\u00e7a Papa Francisco\" src=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Papa-francisco-navidad-2020-1-1.jpg\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 700px, 100vw\" srcset=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Papa-francisco-navidad-2020-1-1.jpg 700w, https:\/\/fundacioncarf.org\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Papa-francisco-navidad-2020-1-1.jpg 480w\" alt=\"Tiempos de crisis y gracia. Mensaje del Papa Francisco en su discurso de Navidad en 2020\" width=\"651\" height=\"828\" \/><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_with_border et_pb_module et_pb_text et_pb_text_449 leyenda  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<p>\"Que o Natal seja uma oportunidade para todos redescobrir a fam\u00edlia como um ber\u00e7o de vida e de f\u00e9; um lugar de amor acolhedor, di\u00e1logo, perd\u00e3o, solidariedade fraterna e alegria partilhada, uma fonte de paz para toda a humanidade\". <em>Mensagem de Natal do Papa Francisco, Dezembro de 2020<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_399\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_1178  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_450  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<h3>Tempo de crise, tempo do Esp\u00edrito<\/h3>\n<p>O segundo passo no seu discurso \u00e9 o significado de crises.<\/p>\n<p>A crise \u00e9 a \"peneira que peneira o gr\u00e3o de trigo depois da ceifa\". As crises, em \u00faltima an\u00e1lise crises de f\u00e9 ou de confian\u00e7a, foram vividas pelas figuras importantes da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o: Abra\u00e3o, Mois\u00e9s, Elias, Jo\u00e3o Batista, Paulo.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0s suas \"crises\", puderam colaborar com o seu lugar nos planos de Deus. E assim tamb\u00e9m, sugere Francisco, \"cada um de n\u00f3s pode encontrar o seu lugar\".<\/p>\n<p><strong>Mas a 'crise' mais eloquente foi a de Jesus<\/strong>O seu jejum no deserto, a sua ora\u00e7\u00e3o no Gets\u00e9mani e o seu abandono na cruz.<\/p>\n<p>A Igreja teve as suas crises ontem e hoje, que produziram muitos esc\u00e2ndalos. Mas <strong>acima de tudo, brilha o testemunho e a confian\u00e7a no Deus vivo, o que \u00e9 evidente nos santos<\/strong> (muitas delas \"pessoas comuns\" ao nosso lado).<\/p>\n<p>Sempre, observa Francisco, pode haver quem olhe para a crise sem a luz da f\u00e9 e da esperan\u00e7a. Mas quando olhamos para o Evangelho da forma correta, com f\u00e9 e humildade, damo-nos conta de que \"o Evangelho \u00e9 o primeiro a p\u00f4r-nos em crise\".<\/p>\n<p>E que \"o tempo de crise \u00e9 um tempo do Esp\u00edrito\", pois podemos fazer \"a experi\u00eancia de uma Gra\u00e7a escondida nas trevas. Porque o ouro \u00e9 purificado pelo fogo, e aqueles que agradam a Deus s\u00e3o purificados na fornalha da humilha\u00e7\u00e3o\" (<em>Sim 2,5<\/em>).<\/p>\n<h3>Convers\u00e3o, renova\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Em terceiro lugar, somos convidados a\u00a0<strong>distinguir \"crises\" de \"conflitos\".<\/strong>. \"A crise geralmente tem um resultado positivo, enquanto o conflito cria sempre um contraste, uma rivalidade\", um antagonismo aparentemente insol\u00favel, divide os justos e os culpados, gera grupos fechados que perdem de vista a unidade da realidade e, no caso da Igreja, a universalidade da miss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Todos os seres vivos est\u00e3o sempre, de alguma forma, em crise.<\/strong>A vida requer alguma tens\u00e3o, mas n\u00e3o conflito. <strong>Assim tamb\u00e9m a Igreja<\/strong>Os conflitos levam a uma perda de riqueza e pluralidade, e prendem algumas pessoas contra outras que tamb\u00e9m est\u00e3o presas.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual Francisco afirma: <strong>\"A novidade introduzida pela crise<\/strong>\u00a0O desejo do Esp\u00edrito nunca \u00e9 uma novidade em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 antiga, mas uma novidade que brota da antiga e a torna sempre fecunda\".<\/p>\n<p>E repare como Jesus o explica de uma forma simples e clara: \"...\".<strong>A menos que um gr\u00e3o de trigo caia na terra e morra, ele permanece infrut\u00edfero; mas se morre, d\u00e1 muito fruto\".<\/strong> (<em>Jo 12,24<\/em>). \u00c9 por isso que n\u00e3o nos devemos defender das crises para cairmos em conflitos, o que nos deixaria em paz e nos condenaria \u00e0 esterilidade.<\/p>\n<p>Ao nos defendermos da crise\", diz ele, \"n\u00f3s obstru\u00edmos o trabalho de\u00a0<strong>a Gra\u00e7a de Deus que se quer manifestar em n\u00f3s e atrav\u00e9s de n\u00f3s<\/strong>\". Certamente, ele continua, \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer realisticamente os fracassos, os esc\u00e2ndalos, os pecados e, portanto, o\u00a0<strong>necessidade de convers\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Porque a convers\u00e3o fala-nos precisamente disto \".<strong>precisam de morrer para uma forma de ser, raciocinar e agir que n\u00e3o reflicta o Evangelho\".<\/strong>.<\/p>\n<p>E com isso ele volta \u00e0s \"condi\u00e7\u00f5es\" para agarrar a novidade que vem com Jesus Cristo: \"...\".<strong>Apenas morrendo para uma certa mentalidade<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m abrir\u00e1 espa\u00e7o para a novidade que o Esp\u00edrito desperta constantemente no cora\u00e7\u00e3o da Igreja\".<\/p>\n<p>Neste ponto ele refere-se \u00e0 carta de S\u00e3o Paulo aos crist\u00e3os em Roma (<em>cf Rm 12, 2<\/em>), quando ele lhes escreve: \"N\u00e3o se adaptem ao mundo actual, mas\u00a0<strong>transformem-se, renovando a sua mente<\/strong>para que voc\u00ea possa\u00a0<strong>distinguir qual \u00e9 a vontade de Deus<\/strong>O bom, o agrad\u00e1vel, o perfeito\".<\/p>\n<p>Mais uma vez, <strong>\u00e9 a quest\u00e3o da convers\u00e3o para o discernimento<\/strong>O \"culto espiritual\" que \u00e9 a vida crist\u00e3: oferta e servi\u00e7o a Deus e ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Em suma, cada crise posa, <strong>a necessidade de renova\u00e7\u00e3o, de um passo em frente, de convers\u00e3o<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o, diz o Papa com refer\u00eancia \u00e0 reforma na Igreja, de vestir o corpo de Cristo com um remendo (<em>cf. Lc 5, 36-38<\/em>), mas para lhe vestir uma roupa nova; para colocar este vinho novo, que \u00e9 sempre a gra\u00e7a de Deus, em odres novos.<\/p>\n<p>Na Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, que \u00e9 como um rio vivo no qual as origens est\u00e3o sempre presentes, h\u00e1 sempre coisas novas e velhas (<em>Mt 13, 52<\/em>).<\/p>\n<p>\"As 'coisas velhas', explica Francisco, s\u00e3o a verdade e a gra\u00e7a que j\u00e1 possu\u00edmos. As coisas novas s\u00e3o constitu\u00eddas pelos diferentes aspectos da verdade que gradualmente vamos compreendendo. E citando Mahler e S\u00e3o Vicente de L\u00e9rins, ele aponta que aquele que nos mant\u00e9m em <strong>que a din\u00e2mica viva \u00e9 o Esp\u00edrito Santo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Se nos deixarmos guiar pelo Esp\u00edrito Santo<\/strong>todos os dias nos aproximaremos cada vez mais \"de toda a verdade\" (<em>Jo 16,13<\/em>). Pelo contr\u00e1rio, sem a gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, n\u00f3s deformar\u00edamos a Igreja em algo meramente humano.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_section et_pb_section_121 et_section_regular\">\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_401\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_1183  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_452  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<h3>Gest\u00e3o de crises<\/h3>\n<p>Ent\u00e3o, o Papa finalmente pergunta, o que fazer durante a crise? E ele prop\u00f5e o seguinte protocolo:<\/p>\n<ul>\n<li>Aceite-o como um tempo de gra\u00e7a (que nos \u00e9 dado para descobrir a vontade de Deus para cada um de n\u00f3s e para toda a Igreja).<\/li>\n<li><strong>Reze<\/strong> mais, tanto quanto pudermos; ao mesmo tempo, para fazer o que pudermos com o <strong>confian\u00e7a em Deus<\/strong> (porque a esperan\u00e7a crist\u00e3 \u00e9 uma esperan\u00e7a activa),<\/li>\n<li><strong>Servindo<\/strong> a outros com paz e serenidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em resumo <strong>\"a crise \u00e9 movimento, \u00e9 parte do caminho\".<\/strong>. \"O conflito, por outro lado, \u00e9 um caminho falso, \u00e9 um vagar sem objectivo ou prop\u00f3sito, \u00e9 permanecer no labirinto, \u00e9 apenas um desperd\u00edcio de energia e uma oportunidade para o mal\". E o primeiro mal a que o conflito conduz \u00e9 o murm\u00fario, que nos tranca em auto-refer\u00eancia e transforma cada crise num conflito.<\/p>\n<p>Por fim, no que diz respeito ao servi\u00e7o, recorda que o nosso servi\u00e7o deve ser dirigido especialmente aos pobres e aos necessitados, aos quais devemos tamb\u00e9m anunciar a Boa Nova (<em>cf. Mt 11, 5<\/em>).<\/p>\n<p>Referindo-se a L\u00e9vinas, Francisco diz que <strong>\"Ele s\u00f3 conhece verdadeiramente Deus que acolhe os pobres que v\u00eam de baixo com a sua mis\u00e9ria, e que, com esta apar\u00eancia, s\u00e3o enviados de cima\".<\/strong>. E tamb\u00e9m que \"n\u00e3o podemos ver o rosto de Deus, mas podemos experiment\u00e1-lo quando Ele se volta para n\u00f3s, quando honramos o rosto do nosso pr\u00f3ximo, do outro que nos envolve com as suas necessidades\" (<em>cf. E. L\u00e9vinas, Totalit\u00e9 et infini, Paris 2000; Totalidad e infinito, S\u00edgueme, Salamanca 2016.<\/em>). <strong>Desta forma, podemos ver Deus no rosto dos pobres.<\/strong><\/p>\n<p>Convers\u00e3o a partir do realismo da nossa pobreza; convers\u00e3o \u00e0 fraternidade, convers\u00e3o ao discernimento. Confian\u00e7a em Deus, humildade e coragem para trabalhar e servir.<\/p>\n<p>Um bom roteiro para a gest\u00e3o de crises (n\u00e3o apenas este) e para <a href=\"https:\/\/fundacioncarf.org\/expertos\/como-vivir-la-navidad\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a viver este Natal pand\u00e9mico.<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_row et_pb_row_402\">\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_3_5 et_pb_column_1186  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough\">\n<div class=\"et_pb_with_border et_pb_module et_pb_text et_pb_text_453 elemento-firma  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n<div class=\"et_pb_text_inner\">\n<p><strong>Sr. Ramiro Pellitero Iglesias, <\/strong>Professor de Teologia Pastoral na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Publicado em Igreja e nova evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"et_pb_column et_pb_column_1_5 et_pb_column_1187  et_pb_css_mix_blend_mode_passthrough et-last-child et_pb_column_empty\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempos de crise: Heidegger diz que o homem nasceu para ser atirado para a morte. Os seus navios nunca poder\u00e3o chegar a um porto seguro. Mas a sua disc\u00edpula Hanna Arendt, sobre as ru\u00ednas dos totalitarismos do s\u00e9culo XX, sublinha o contr\u00e1rio.<\/p>","protected":false},"author":4,"featured_media":183545,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"give_campaign_id":0,"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-183021","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=183021"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183021\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":214786,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183021\/revisions\/214786"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/183545"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=183021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=183021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=183021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}