{"id":182954,"date":"2023-09-14T08:00:00","date_gmt":"2023-09-14T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/hasta-lo-ultimo-de-la-tierra-cristianos-y-martires-en-japon\/"},"modified":"2025-06-04T18:18:57","modified_gmt":"2025-06-04T16:18:57","slug":"hasta-lo-ultimo-de-la-tierra-cristianos-y-martires-en-japon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/hasta-lo-ultimo-de-la-tierra-cristianos-y-martires-en-japon\/","title":{"rendered":"At\u00e9 aos confins do mundo: crist\u00e3os e m\u00e1rtires no Jap\u00e3o."},"content":{"rendered":"
Sereis minhas testemunhas em Jerusal\u00e9m, e em toda a Jud\u00e9ia, e em Samaria, e at\u00e9 aos confins do mundo (\u1f14\u03c3\u03b5\u03c3\u03b8\u03ad \u03bc\u03bf\u03c5 \u03bc\u03ac\u03c1\u03c4\u03c5\u03c1\u03b5\u03c2 \u03c4\u03b5 \u03c4\u03b5 \u03c4\u03b5 \u1f38\u03b5\u03c1\u03bf\u03c5\u03c3\u03b1\u03bb\u1f74\u03bc \u03ba\u03b1\u1f76 \u1f10\u03bd \u03c0\u03ac\u03c3\u1fc3 \u03c4\u1fc7 \u1f38\u03bf\u03c5\u03b4\u03b1\u03af\u1fb3 \u03ba\u03b1\u1f76 \u03ba\u03b1\u1f76 \u03ba\u03b1\u1f76 \u1f15\u03c9\u03c2 \u1f10\u03c3\u03c7\u03ac\u03c4\u03bf\u03c5 \u1f10\u03c3\u03c7\u03ac\u03c4\u03bf\u03c5 \u03c4\u1fc6\u03c2 \u03b3\u1fc6\u03c2) (Actos dos Ap\u00f3stolos 1, 8).<\/p>\n
(Carta a Diognetus)<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n
\u00c9 dif\u00edcil falar do cristianismo no Jap\u00e3o sem usar a palavra \"mart\u00edrio\", uma palavra derivada do grego \u03bc\u03ac\u03c1\u03c4\u03c5\u03c2, que significa \"testemunha\".<\/p>\n
Na Carta a Diogneto, um pequeno tratado apolog\u00e9tico dirigido a um certo Diogneto e provavelmente composto no final do segundo s\u00e9culo, fala-se dos crist\u00e3os como tendo sido designados por Deus para uma posi\u00e7\u00e3o, da qual n\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel que desamparem.<\/p>\n
O termo usado para definir o \"posto\", t\u00e1xis, indica a disposi\u00e7\u00e3o que um soldado deve manter durante uma batalha. Consequentemente, o crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas uma testemunha no sentido legal, como algu\u00e9m que testemunha num julgamento, mas \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo, uma semente que deve morrer e dar frutos. E isso aponta para a necessidade daqueles que encontram um crist\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de ouvir falar de Jesus, como se Jesus fosse uma figura hist\u00f3rica que disse ou fez algo importante, mas de ver, de provar, sentir a presen\u00e7a do pr\u00f3prio Jesus<\/strong> diante dos seus olhos, Jesus que continua a morrer e a ressuscitar, uma pessoa concreta, com um corpo que pode ser tocado.<\/p>\n O modelo dessa testemunha, ou \"mart\u00edrio\", a que todo o crente em Cristo \u00e9 chamado, n\u00e3o \u00e9 necessariamente morrer uma morte violenta como muitos de n\u00f3s pensamos, mas sim viver como um m\u00e1rtir<\/a>e leva \u00e0 quenose, ou seja, o processo de purifica\u00e7\u00e3o interior de renunciar a conformar-se \u00e0 vontade de Deus que \u00e9 Pai, como o Senhor Jesus Cristo fez em toda a sua vida, n\u00e3o apenas morrendo na cruz. Na verdade, h\u00e1 muitos \"santos\" (canonizados e n\u00e3o) que n\u00e3o s\u00e3o m\u00e1rtires no primeiro sentido, ou seja, de serem mortos pela sua f\u00e9, mas que s\u00e3o considerados m\u00e1rtires no sentido de que foram testemunhas da f\u00e9: n\u00e3o se encolheram da persegui\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o lhes foi pedido que dessem as suas vidas na forma corporal.<\/p>\n Neste sentido, um dos muitos modelos de santidade \u00e9 Justus Takayama Ukon (1552-1615), beatificado em 2017 pelo Papa Francisco e tamb\u00e9m conhecido como o Thomas More do Jap\u00e3o. De facto, tal como o Chanceler de Inglaterra, Takayama foi uma das maiores figuras pol\u00edticas e culturais do seu tempo no seu pa\u00eds. Ap\u00f3s ter sido preso e privado do seu castelo e terras, foi enviado para o ex\u00edlio por se recusar a renunciar \u00e0 sua f\u00e9 crist\u00e3. O seu perseguidor foi o feroz Toyotomi Hideyoshi, que, apesar das suas muitas tentativas, n\u00e3o conseguiu fazer com que o Beato Takayama Ukon, um daimyo, um bar\u00e3o feudal japon\u00eas, e um excepcional t\u00e1ctico militar, cal\u00edgrafo e mestre da cerim\u00f3nia do ch\u00e1, renunciasse a Cristo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n Obras de arte da hist\u00f3ria cat\u00f3lica japonesa. Representa\u00e7\u00f5es de m\u00e1rtires crist\u00e3os japoneses perseguidos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n (Carta a Diognetus)<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n Comecemos a nossa viagem pela hist\u00f3ria do cristianismo no Jap\u00e3o com outras palavras da Carta a Diogneto, que nos acompanhar\u00e1 ao longo deste trabalho.<\/p>\n Come\u00e7a precisamente a 15 de Agosto de 1549, quando o espanhol S\u00e3o Francisco Xavier, fundador da Ordem dos Jesu\u00edtas juntamente com Santo In\u00e1cio de Loyola, desembarcou na ilha de Kyushu, a mais a sul das quatro grandes ilhas que comp\u00f5em o arquip\u00e9lago. Os frades franciscanos chegaram pouco depois. Os estrangeiros que chegavam ao sul do Jap\u00e3o com os seus barcos de cor escura (kuro hune, ou barcos pretos em japon\u00eas, para os distinguir dos barcos locais feitos de bambu, geralmente de cor mais clara) eram chamados nan banji (b\u00e1rbaros do sul), pois eram considerados rudes e incultos por v\u00e1rias raz\u00f5es.<\/p>\n A primeira foi o facto de n\u00e3o terem seguido os costumes do pa\u00eds, que estavam muito centrados em c\u00f3digos de cavalheirismo forjados pela pr\u00e1tica do bushido. Esta pr\u00e1tica, baseada nas antigas tradi\u00e7\u00f5es japonesas e Shinto (a religi\u00e3o polite\u00edsta e animista original do Jap\u00e3o, na qual os kami, ou seja, divindades, esp\u00edritos naturais ou simplesmente presen\u00e7as espirituais, tais como os antepassados, s\u00e3o adorados) atribu\u00eda grande valor \u00e0 r\u00edgida divis\u00e3o em castas sociais, com o bushi, o nobre cavaleiro, que teve de modelar a sua vida em torno da bravura, servi\u00e7o ao seu daimyo (bar\u00e3o feudal), honra de ser preservado a todo o custo, at\u00e9 ao ponto de sacrificar a sua vida em batalha ou por seppuku ou harakiri, suic\u00eddio ritual.<\/p>\n Durante o s\u00e9culo XVI, a comunidade cat\u00f3lica cresceu para mais de 300.000 unidades.<\/strong>. A cidade costeira de Nagasaki era o seu principal centro.<\/p>\n Em 1579, o jesu\u00edta Alessandro Valignano (1539-1606) chegou ao Jap\u00e3o e foi nomeado superior da miss\u00e3o jesu\u00edta nas ilhas. Valignano era um padre altamente educado, como S\u00e3o Francisco Xavier, e tamb\u00e9m tinha recebido forma\u00e7\u00e3o secular como advogado. Antes da sua nomea\u00e7\u00e3o como superior, ele tinha sido mestre de novi\u00e7os, encarregando-se da forma\u00e7\u00e3o de outro italiano, Matteo Ricci, que se tornaria famoso como<\/p>\n Este jesu\u00edta foi um grande mission\u00e1rio, percebendo a import\u00e2ncia do necessidade dos Jesu\u00edtas aprenderem e respeitarem a l\u00edngua e cultura do povo que evangelizaram.<\/strong>. A sua prioridade era a transmiss\u00e3o do Evangelho atrav\u00e9s da incultura\u00e7\u00e3o, sem identificar a Palavra de Deus com a cultura ocidental do s\u00e9culo XVI, espanhola, portuguesa ou italiana como ela era. Ele tamb\u00e9m insistiu que os Jesu\u00edtas tinham que instruir os japoneses para que eles assumissem a miss\u00e3o, algo muito chocante para a \u00e9poca.<\/p>\n Valignano foi o autor do manual fundamental para mission\u00e1rios no Jap\u00e3o e escreveu um livro sobre os costumes do pa\u00eds, solicitando que os mission\u00e1rios jesu\u00edtas se conformassem com esses costumes na evangeliza\u00e7\u00e3o do povo. Por exemplo, dada a elevada considera\u00e7\u00e3o em que a cerim\u00f3nia do ch\u00e1 foi realizada, ele ordenou que em cada resid\u00eancia jesu\u00edta houvesse um quarto dedicado \u00e0 cerim\u00f3nia do ch\u00e1. Gra\u00e7as \u00e0 pol\u00edtica mission\u00e1ria de incultura\u00e7\u00e3o<\/strong> praticado por Valignano, v\u00e1rios intelectuais japoneses, incluindo um bom n\u00famero de daimyos, converteram-se \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 ou pelo menos mostraram grande respeito pela nova religi\u00e3o.<\/p>\n Dentro do regime no poder, o shogunato Tokugawa (uma forma de oligarquia em que o imperador tinha apenas poder nominal, pois o shogun era de facto o chefe pol\u00edtico do pa\u00eds, assistido pelos chefes locais), havia uma suspeita crescente dos Jesu\u00edtas. De facto, com a sua ascens\u00e3o ao poder, o l\u00edder pol\u00edtico e militar Toyotomi Hideyoshi, Marechal da Coroa em Nagasaki, temia que, atrav\u00e9s do seu trabalho evangel\u00edstico, os mission\u00e1rios estrangeiros, devido ao n\u00famero crescente de convertidos, que, por causa da sua f\u00e9, poderiam ter rela\u00e7\u00f5es privilegiadas com os europeus, amea\u00e7assem a estabilidade do seu poder. E, se pensarmos nisso, ele tinha toda a raz\u00e3o. De facto, no Jap\u00e3o havia um sistema de poder e uma cultura que n\u00e3o considerava a vida de cada indiv\u00edduo como sendo de qualquer valor.<\/p>\n O sistema em si foi baseado no dom\u00ednio de alguns nobres sobre a massa de cidad\u00e3os considerados quase como animais (o bushi, o nobre cavaleiro, foi at\u00e9 permitido praticar tameshigiri, ou seja, experimentar uma nova espada matando um alde\u00e3o ao acaso). Tudo podia e devia ser sacrificado para o bem do Estado e da \"ra\u00e7a\", por isso a coisa mais amea\u00e7adora, para este tipo de cultura, foi precisamente a mensagem daqueles que pregavam que toda a vida humana \u00e9 digna e que todos somos filhos de um s\u00f3 Deus.<\/p>\n Em 1587, Hideyoshi emitiu um \u00e9dito ordenando aos mission\u00e1rios estrangeiros que deixassem o pa\u00eds.<\/strong>. Contudo, eles n\u00e3o desistiram e continuaram a operar clandestinamente. Dez anos mais tarde, come\u00e7aram as primeiras persegui\u00e7\u00f5es<\/strong>. A 5 de Fevereiro de 1597, 26 crist\u00e3os, incluindo S\u00e3o Paulo Miki (6 franciscanos e 3 jesu\u00edtas europeus, juntamente com 17 terci\u00e1rios franciscanos japoneses) foram crucificados e queimados vivos na Pra\u00e7a Nagasaki.<\/p>\n A comunidade crist\u00e3 no Jap\u00e3o sofreu uma segunda persegui\u00e7\u00e3o em 1613.<\/p>\n Nestes anos, a elite governante japonesa veio experimentar formas cada vez mais cru\u00e9is e originais de tortura e assassinato: Os crist\u00e3os foram crucificados<\/strong>Foram queimados num fogo lento; foram cozidos vivos em fontes termais; foram serrados em duas partes; foram pendurados de cabe\u00e7a para baixo num po\u00e7o cheio de excrementos, com um corte no templo para que o sangue pudesse fluir e n\u00e3o morressem rapidamente, uma t\u00e9cnica chamada tsurushi e amplamente utilizada, pois permitiu aos torturados permanecerem conscientes at\u00e9 \u00e0 morte ou at\u00e9 ao momento em que decidiram renunciar \u00e0 f\u00e9, pisando a fumie (\u00edcones com a imagem de Cristo e da Virgem).<\/p>\n No ano anterior, em 1614, o shogun Tokugawa Yeyasu, lorde do Jap\u00e3o, cristianismo banido<\/strong> com um novo \u00e9dito e impediu os crist\u00e3os japoneses de praticarem a sua religi\u00e3o. No dia 14 de Maio do mesmo ano, realizou-se a \u00faltima prociss\u00e3o ao longo das ruas de Nagasaki, tocando sete das onze igrejas da cidade, que foram todas posteriormente demolidas. No entanto, Os crist\u00e3os continuaram a professar a sua f\u00e9 na clandestinidade.<\/strong><\/p>\n Assim come\u00e7ou a era do kakure kirishitan (crist\u00e3os ocultos).<\/strong><\/p>\n As pol\u00edticas do regime do shogun tornaram-se cada vez mais repressivas. Uma revolta popular eclodiu em Shimabara, perto de Nagasaki, entre 1637 e 1638, animada principalmente por camponeses e liderada pelo samurai crist\u00e3o Amakusa Shiro. A revolta foi reprimida em sangue com armas fornecidas pelos holandeses protestantes, que detestavam o papa por raz\u00f5es de f\u00e9 e os cat\u00f3licos em geral por raz\u00f5es sobretudo econ\u00f3micas (eles queriam tirar aos portugueses e espanh\u00f3is a possibilidade de com\u00e9rcio com o Jap\u00e3o, a fim de se apropriarem do pr\u00f3prio monop\u00f3lio). Em Shimabara e arredores morreram cerca de 40.000 crist\u00e3os, horrivelmente massacrados. Contudo, o seu sacrif\u00edcio \u00e9 ainda muito respeitado na cultura japonesa, devido \u00e0 coragem e auto-sacrif\u00edcio destes homens.<\/p>\n Em 1641, o Tokugawa Shogun Yemitsu emitiu outro decreto, mais tarde conhecido como sakoku (pa\u00eds blindado), proibindo qualquer forma de contacto entre os japoneses e os estrangeiros. Durante dois s\u00e9culos e meio, a \u00fanica entrada no Jap\u00e3o para os comerciantes holandeses permaneceu atrav\u00e9s da pequena ilha de Deshima, perto de Nagasaki, da qual eles n\u00e3o podiam sair. O pr\u00f3prio porto de Nagasaki, os seus arredores e as ilhas na ba\u00eda proporcionaram um ref\u00fagio para o que restava do cristianismo.<\/p>\n Foi apenas na Sexta-feira Santa de 1865 que dez mil destes kakure kirishitan, crist\u00e3os escondidos, sa\u00edram das aldeias onde professavam a sua f\u00e9 \u00e0s escondidas, sem padres e sem missa, e se apresentaram ao espantado Bernard Petitjean, da Soci\u00e9t\u00e9 des Missions Etrang\u00e8res de Paris, que tinha chegado pouco antes para ser capel\u00e3o dos estrangeiros da igreja dos 26 m\u00e1rtires de Nagasaki (Oura). O padre, chamado \"pai\" (palavra que se conservou no seu l\u00e9xico religioso ao longo dos s\u00e9culos), \u00e9 convidado a participar na missa.<\/p>\n Na sequ\u00eancia da press\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica e dos governos ocidentais, a nova dinastia imperial dominante, a Meiyi, terminou a era do xogum e, mantendo o xinto\u00edsmo como religi\u00e3o estatal, em 14 de Mar\u00e7o de 1946, a dinastia Meiyi foi for\u00e7ada a restabelecer o xinto\u00edsmo como religi\u00e3o estatal, e em 14 de Mar\u00e7o de 1946, a dinastia Meiyi foi for\u00e7ada a restabelecer o xinto\u00edsmo como religi\u00e3o estatal. 1873 decretou o fim da persegui\u00e7\u00e3o e em 1888 reconheceu o direito \u00e0 liberdade religiosa.<\/strong>. Em 15 de Junho de 1891 a diocese de Nagasaki foi ereta canonicamente, e em 1927 recebeu o bispo Hayasaka como o primeiro bispo japon\u00eas, pessoalmente consagrado por Pio XI.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n As ru\u00ednas da Catedral da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, em Nagasaki, a 7 de Janeiro de 1946.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n
<\/span><\/p>\n<\/div>\nHist\u00f3ria do Cristianismo no Jap\u00e3o<\/h2>\n
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A miss\u00e3o crist\u00e3 no Jap\u00e3o<\/strong><\/h3>\n
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<\/span><\/p>\n<\/div>\nO holocausto nuclear<\/h2>\n
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