{"id":182849,"date":"2024-05-06T08:00:00","date_gmt":"2024-05-06T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/un-dia-en-la-vida-de-la-virgen\/"},"modified":"2025-11-27T16:49:02","modified_gmt":"2025-11-27T15:49:02","slug":"un-dia-en-la-vida-de-la-virgen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/un-dia-en-la-vida-de-la-virgen\/","title":{"rendered":"Um dia na vida de Nossa Senhora"},"content":{"rendered":"
S\u00e3o Lucas conta no seu Evangelho que o anjo Gabriel foi enviado por Deus a Nazar\u00e9 (cf. Lc 1, 26), a uma virgem chamada Maria, para lhe anunciar que ela seria a m\u00e3e do Messias, o Salvador, que todos os judeus esperavam.<\/span><\/p>\n<\/div>\n H\u00e1 cerca de dois mil anos, Nazar\u00e9 era uma aldeia desconhecida de quase toda a gente na Terra. Nessa altura, a Roma imperial brilhava com esplendor. Havia muitas cidades pr\u00f3speras nas margens do Mediterr\u00e2neo. A az\u00e1fama dos mercadores e dos marinheiros inundava muitas ruas e pra\u00e7as das cidades portu\u00e1rias ou dos emp\u00f3rios comerciais. Nazar\u00e9, por outro lado, era um punhado de casas pobres empoleiradas em promont\u00f3rios rochosos na Baixa Galileia. Mesmo na sua regi\u00e3o, n\u00e3o tinha grande import\u00e2ncia.<\/p>\n A cidade de S\u00e9foris, onde se concentrava a maior parte da actividade comercial na \u00e1rea, ficava a pouco mais de duas horas de caminhada. Era uma cidade pr\u00f3spera, com edif\u00edcios ricos e um certo n\u00edvel cultural. Os seus habitantes falavam grego e tinham boas rela\u00e7\u00f5es com o mundo intelectual greco-latina. Em Nazar\u00e9, por outro lado, viviam algumas fam\u00edlias judias, que falavam aramaico.<\/p>\n A maioria dos habitantes dedicou-se \u00e0 agricultura e pecu\u00e1ria, mas havia tamb\u00e9m um artes\u00e3o como Jos\u00e9, que com a sua engenhosidade e esfor\u00e7o prestou um bom servi\u00e7o aos seus concidad\u00e3os, fazendo trabalhos de carpintaria e ferreiro.<\/p>\n A casa de Maria \u00e9 modesta, como a dos seus vizinhos. Tinha duas divis\u00f5es. A divis\u00e3o interior era uma gruta que servia de celeiro e de despensa. Tr\u00eas paredes de adobe ou de alvenaria fixadas na rocha em frente a essa divis\u00e3o interior suportavam uma estrutura de ramos, madeira e folhas que servia de telhado e formava a divis\u00e3o exterior da casa. A luz entrava pela porta.<\/p>\n A\u00ed tinham alguns utens\u00edlios de trabalho e pouca mob\u00edlia. A maior parte da vida familiar desenrolava-se no exterior, \u00e0 porta da casa, talvez \u00e0 sombra de uma videira que ajudava a atenuar o calor do ver\u00e3o.<\/p>\n Quase todos os seus vizinhos tinham uma casa semelhante. Escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas trouxeram \u00e0 luz partes da antiga Nazar\u00e9. As casas aproveitavam as numerosas grutas do terreno para construir caves, silos e cisternas sem grandes modifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n O ch\u00e3o foi aplanado um pouco \u00e0 frente da gruta, e esse recinto foi fechado por paredes elementares. \u00c9 poss\u00edvel que as fam\u00edlias utilizassem o ch\u00e3o desta divis\u00e3o para dormir.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n O dia come\u00e7ava ao nascer do sol. Uma ora\u00e7\u00e3o simples, como o Shema, e depois come\u00e7a o trabalho duro. O Shema \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o, tirada da B\u00edblia, que come\u00e7a em hebraico com esta palavra, e diz assim: \"Shema Israel (Ouve, \u00f3 Israel), o Senhor nosso Deus \u00e9 um s\u00f3 Senhor. Amar\u00e1s o Senhor teu Deus com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma e com todas as tuas for\u00e7as.<\/p>\n Guardem no vosso cora\u00e7\u00e3o estas palavras que hoje vos digo. Inculque-as nos seus filhos e diga-lhas, quer esteja em casa ou em viagem, quer esteja deitado ou de p\u00e9. Atai-as na vossa m\u00e3o como sinal, ponde-as na vossa testa como sinal. Escreve-as nos umbrais da tua casa e nas tuas portas\" (Dt 6,4-9).<\/p>\n Uma das primeiras tarefas a serem realizadas todos os dias, ap\u00f3s a ora\u00e7\u00e3o, foi a prepara\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, o alimento b\u00e1sico para cada dia. Para fazer isto, Maria, como as mulheres costumavam fazer, come\u00e7ava por moer o gr\u00e3o de trigo ou de cevada para fazer farinha. Foram encontrados alguns moinhos de pedra dom\u00e9sticos do tempo do nosso Senhor que foram usados para esta tarefa.<\/p>\n A farinha foi ent\u00e3o misturada com \u00e1gua e um pouco de sal para formar a massa, \u00e0 qual foi adicionada uma pitada de fermento - excepto durante a festa da P\u00e1scoa. A massa fermentada era usada para fazer bolos ou rolos muito finos, que eram assados no forno ou enterrados em brasas e comidos acabados de assar.<\/p>\n A refei\u00e7\u00e3o di\u00e1ria seria bastante semelhante \u00e0 que conhecemos hoje nas regi\u00f5es mediterr\u00e2nicas. O p\u00e3o era partido \u00e0 m\u00e3o, sem recurso a faca, e comido s\u00f3 ou com azeite, acompanhado de vinho, leite, fruta e, quando poss\u00edvel, carne ou peixe. O leite era geralmente guardado em odres feitos de peles de cabra cosidas e bebido diretamente deles.<\/p>\n O mais prov\u00e1vel \u00e9 que fosse quase sempre azedo quando bebido. O leite era tamb\u00e9m utilizado para fazer manteiga e queijo, alimentos b\u00e1sicos onde havia gado, como na Galileia.<\/p>\nNazar\u00e9,<\/a> de nossa M\u00e3e a Virgem Maria no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.\n Outro elemento importante na dieta dessas pessoas era o petr\u00f3leo. As azeitonas conservadas em salmoura tamb\u00e9m foram comidas. O \u00f3leo foi mesmo levado com eles quando viajavam, em pequenas garrafas de barro planas, de forma semelhante a uma cantina. Tamb\u00e9m era comum beber vinho, que tendia a ser forte, e por isso era normalmente bebido com \u00e1gua, e por vezes misturado com especiarias ou ado\u00e7ado com mel.<\/p>\nA Nazar\u00e9 da Virgem Maria<\/h2>\n
A casa da Virgem Maria<\/h3>\n
<\/span><\/p>\n<\/div>\nPreces Manh\u00e3s<\/span><\/h3>\n
A Virgem Maria e a prepara\u00e7\u00e3o dos alimentos<\/h3>\n