{"id":160935,"date":"2022-11-14T12:35:37","date_gmt":"2022-11-14T11:35:37","guid":{"rendered":"https:\/\/carfundacion.roymo.info\/?post_type=testimonios&p=160935"},"modified":"2025-10-23T13:00:02","modified_gmt":"2025-10-23T11:00:02","slug":"arjan-dodaj-auxiliar-de-tirana-del-comunismo-al-sacerdocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fundacioncarf.org\/pt\/arjan-dodaj-auxiliar-de-tirana-del-comunismo-al-sacerdocio\/","title":{"rendered":"Arcebispo Arjan Dodaj: do comunismo ao sacerd\u00f3cio"},"content":{"rendered":"
Arcebispo Arjan Dodaj \u00e9 Arcebispo de Tirana-Durr\u00ebs (Alb\u00e2nia). <\/strong>A sua vida n\u00e3o foi f\u00e1cil. Ele nasceu em La\u00e7-Kurbin, na mesma arquidiocese, no dia 21 de Janeiro de 1977. Em 1993, aos 16 anos de idade, depois de completar os seus estudos prim\u00e1rios e secund\u00e1rios na sua cidade natal, emigrou para It\u00e1lia e instalou-se em Cuneo, onde come\u00e7ou a trabalhar.<\/strong><\/p>\n Ele trabalhou como soldador - mais de 10 horas por dia - e eventualmente encontrou a f\u00e9 crist\u00e3 na Fraternidade dos Filhos da Cruz. Ele foi educado no ate\u00edsmo, mas quando encontrou Cristo, foi baptizado e Deus chamou-o para o sacerd\u00f3cio. <\/strong>Eu contactei Monsenhor Arjan Dodaj<\/a> atrav\u00e9s de alguns estudantes da Fraternidade dos Filhos da Cruz, cujos membros estudam na Universidade Pontif\u00edcia da Santa Cruz em Roma, gra\u00e7as ao apoio da Funda\u00e7\u00e3o CARF.<\/strong><\/p>\n D. Arjan Dodaj falou \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o CARF sobre o seu testemunho de convers\u00e3o e a sua voca\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n \"Todas as hist\u00f3rias s\u00e3o comoventes, se pensarmos que cada hist\u00f3ria tem a ver com uma pessoa, com um ser humano, com o seu mundo e a sua vida. No entanto, h\u00e1 hist\u00f3rias que s\u00e3o mais chocantes do que outras, pelo menos para alguns de n\u00f3s que tiveram a oportunidade de viver e ver com os nossos pr\u00f3prios olhos certas situa\u00e7\u00f5es que abalaram a exist\u00eancia de alguns pa\u00edses em particular.<\/p>\n Ainda me lembro, de facto, quando tinha 12 anos, dos barcos que vinham da Alb\u00e2nia para It\u00e1lia nos anos 90, cheios, cheios de pessoas amontoadas nos por\u00f5es, nas pontes, enchendo todos os espa\u00e7os, todos os buracos dispon\u00edveis para escapar \u00e0 pobreza, inseguran\u00e7a e incerteza que reinava no pa\u00eds dos Balc\u00e3s. Pode ter sido a primeira vez que a It\u00e1lia experimentou o fen\u00f3meno da imigra\u00e7\u00e3o em massa, um fen\u00f3meno para o qual n\u00e3o estava preparada e que \u00e9 agora uma ocorr\u00eancia di\u00e1ria.<\/p>\n - Fugi num navio da minha p\u00e1tria... Agora voltei como bispo.<\/strong><\/p>\n Bem, hoje contamos a hist\u00f3ria de algu\u00e9m que experimentou tudo isto pessoalmente, porque um dos rapazes naqueles barcos que vimos hoje na televis\u00e3o \u00e9 um bispo. Ele nasceu em La\u00e7-Kurbin, na costa albanesa, e chegou \u00e0 It\u00e1lia como emigrante aos 16 anos de idade, depois de atravessar o Mar Adri\u00e1tico num barco. Ele fugiu do seu pa\u00eds numa noite quente e estrelada em Setembro de 1993, em busca de um futuro e de uma forma de ajudar a sua pobre fam\u00edlia, e hoje \u00e9 o Arcebispo Metropolitano de Tirana-Durr\u00ebs no seu pa\u00eds.<\/p>\n Enquanto trabalhava como soldador e jardineiro, mais de dez horas por dia, deparou-se com a comunidade dos Filhos da Cruz, cujos membros est\u00e3o agora a estudar no Pontif\u00edcia Universidade da Santa Cruz<\/strong> Gra\u00e7as \u00e0 ajuda que receberam da Funda\u00e7\u00e3o CARF - Funda\u00e7\u00e3o Centro Acad\u00e9mico Romano - e redescobriu a f\u00e9 crist\u00e3, que era proibida no seu pa\u00eds, devido \u00e0 doutrina do ate\u00edsmo de Estado, mas que no entanto permaneceu impressa no seu cora\u00e7\u00e3o, como uma mem\u00f3ria distante, gra\u00e7as \u00e0s can\u00e7\u00f5es que a sua av\u00f3 sussurrou ao seu ouvido.<\/p>\n - <\/strong>Obrigado, Monsenhor Dodaj, \u00e9 uma honra ter a oportunidade de o entrevistar hoje para os nossos leitores de l\u00edngua espanhola. E voc\u00ea sabe que, como italiano, a sua hist\u00f3ria me toca pessoalmente.<\/strong><\/em><\/p>\n Gra\u00e7as a si, \u00e9 um prazer, porque para mim, como para muitos albaneses que conheciam a It\u00e1lia atrav\u00e9s da televis\u00e3o italiana que pod\u00edamos ver no nosso pa\u00eds, havia apenas um desejo: ir a It\u00e1lia.<\/p>\n -\u00a0<\/strong>Fiquei muito impressionado com a sua hist\u00f3ria, com aquela f\u00e9 que se mant\u00e9m, bastante semeada e enterrada no cora\u00e7\u00e3o, sem que algu\u00e9m se aperceba, e que depois de muitos anos floresce...<\/strong><\/em><\/p>\n Sim, e tudo por causa da minha fam\u00edlia, uma fam\u00edlia muito humilde e simples, originalmente do norte da Alb\u00e2nia. Ent\u00e3o eu nasci em La\u00e7, uma cidade conhecida especialmente por um santu\u00e1rio dedicado a Santo Ant\u00f3nio, que \u00e9 muito querido por todos os albaneses e est\u00e1 localizado na montanha atr\u00e1s da minha aldeia. Este santu\u00e1rio \u00e9 um lugar que sempre me acompanhou na minha vida. De facto, desde crian\u00e7a, a escola que eu frequentava era ao p\u00e9 da montanha e mesmo ao lado dela era o caminho ao longo do qual, especialmente \u00e0s ter\u00e7as-feiras, por volta da festa do santo, ou outras festas das quais eu n\u00e3o tinha conhecimento na altura, muitas pessoas iam rezar \u00e0 intercess\u00e3o de Santo Ant\u00f3nio.<\/p>\n - E isto apesar de viver num pa\u00eds comunista?<\/strong><\/em><\/p>\n Sim, e apesar das proibi\u00e7\u00f5es estritas do sistema comunista num pa\u00eds que era, de facto, ateu por constitui\u00e7\u00e3o. A minha fam\u00edlia era de origem humilde: o meu pai trabalhava numa f\u00e1brica e a minha m\u00e3e num estaleiro de constru\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m de mim, havia as minhas duas irm\u00e3s. Crescemos juntos com muita simplicidade e caridade, com muito amor e um sentido de perten\u00e7a a esse grande dom que \u00e9 a fam\u00edlia.<\/p>\n Na aldeia perto de La\u00e7 viviam os meus av\u00f3s maternos, que eu tive mais oportunidades de conhecer, pois eles n\u00e3o estavam muito longe. Ali tive, de certa forma, a minha primeira abordagem \u00e0 dimens\u00e3o religiosa, que eles viveram com grande discri\u00e7\u00e3o mas, ao mesmo tempo, com um profundo sentido da exist\u00eancia de Deus. Mesmo que fosse inconscientemente, atrevo-me a dizer que foi precisamente quando vi os meus av\u00f3s que consegui respirar na experi\u00eancia da f\u00e9 pela primeira vez.<\/p>\n A minha av\u00f3 estava todos os dias em frente a uma estrutura em frente da casa, que eu n\u00e3o sabia que era a igreja da aldeia: ela estava ali, erguida, segurando o seu ter\u00e7o na m\u00e3o, e rezava. O meu av\u00f4, por outro lado, come\u00e7ou sempre o dia com o ter\u00e7o e s\u00f3 depois disso \u00e9 que vieram todas as outras actividades. Estas pr\u00e1ticas eram desconhecidas para mim, e mesmo assim transmitiram-me algo da sua f\u00e9, daquilo em que acreditavam de forma t\u00e3o \"acess\u00edvel\": a presen\u00e7a de Deus, invis\u00edvel mas vis\u00edvel para eles nos seus cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n - Nos anos 90, ele decidiu fugir para It\u00e1lia: porqu\u00ea? <\/strong><\/em><\/p>\n Nessa altura est\u00e1vamos a sair da Cortina de Ferro em que o nosso pa\u00eds estava, e o pluralismo apareceu e, com ele, a possibilidade de democracia, tantos albaneses tentaram encontrar um futuro melhor no Ocidente. Pessoalmente, tentei v\u00e1rias vezes fugir, especialmente para It\u00e1lia. A primeira tentativa foi em 8 de Agosto de 1991, depois do primeiro \u00eaxodo em massa que muitos italianos e albaneses se lembram, a de Mar\u00e7o, quando eu tinha catorze anos de idade.<\/p>\n Nessa ocasi\u00e3o, houve o caso do famoso barco Vlora que transportava cerca de 20.000 imigrantes. Em vez disso, o barco que eu tinha decidido levar com muitas outras pessoas avariou-se e - ouso diz\u00ea-lo - por gra\u00e7a, n\u00e3o partiu. Percebi que ia ser uma viagem de grande sofrimento, pobreza e dificuldades. Depois disso, fiz v\u00e1rias outras tentativas para poder, como muitos dos meus amigos da mesma idade e numerosos adultos e fam\u00edlias, encontrar um futuro melhor no Ocidente.<\/p>\n N\u00e3o era um futuro que eu procurava para mim mesmo, eu era movido pelo desejo de prover tamb\u00e9m \u00e0 minha fam\u00edlia: as minhas irm\u00e3s, os meus pais, que tinham sofrido tanto na extrema pobreza e grande persegui\u00e7\u00e3o durante a ditadura comunista.<\/p>\n - E finalmente chegou a ocasi\u00e3o...<\/strong><\/em><\/p>\n Sim, em 1993, atrav\u00e9s de organiza\u00e7\u00f5es obviamente clandestinas. Era a noite entre 15 e 16 de Setembro de 1993, eu tinha na altura 16 anos de idade. Certamente, na minha juventude, eu n\u00e3o estava consciente desta aventura porque, como disse, eu tinha apenas um desejo: ir para It\u00e1lia. Como albaneses, s\u00f3 conhec\u00edamos a It\u00e1lia atrav\u00e9s do que vimos nos canais italianos.<\/p>\n A viagem come\u00e7ou a partir da lagoa da minha cidade natal, Patok, onde um barco do sul da It\u00e1lia atracou. \u00c9ramos quarenta no total e t\u00ednhamos pago uma quantia consider\u00e1vel de dinheiro, o que era quase imposs\u00edvel para n\u00f3s. Por esta raz\u00e3o eu estava em d\u00edvida mas, no momento da partida, cada um de n\u00f3s j\u00e1 tinha necessariamente pago a soma de um milh\u00e3o e seiscentos mil liras, algo como 850 euros, o que na altura, e especialmente num pa\u00eds como o nosso, era uma soma consider\u00e1vel.<\/p>\n Lembro-me muito bem daquela noite de 15 de Setembro: o belo c\u00e9u estrelado e o mar calmo. \u00c0 medida que viaj\u00e1vamos e nos afast\u00e1vamos da costa, pude ver as luzes da minha aldeia a apagarem-se. De alguma forma, senti um peda\u00e7o do meu cora\u00e7\u00e3o a cair lentamente. Cheg\u00e1mos a Carovigno, Puglia. L\u00e1 fomos apanhados e levados para uma casa em ru\u00ednas no meio de olivais. Depois, na manh\u00e3 seguinte, juntamente com outras pessoas, apanhei o comboio para Bari e depois, nessa mesma tarde, para Turim. De facto, outros amigos estavam \u00e0 nossa espera no Piemonte para nos ajudarem a encaixar na realidade italiana.<\/p>\n - N\u00e3o consigo sequer imaginar como deve ter sido dif\u00edcil....<\/strong><\/em><\/p>\n \u00c9 claro, e ainda mais dif\u00edcil devido \u00e0 urg\u00eancia de pagar a d\u00edvida que me restava na Alb\u00e2nia. Quando cheguei a It\u00e1lia - gra\u00e7as a Deus - tinha alguns compatriotas que me ajudaram e apoiaram no primeiro per\u00edodo. Depois de Turim fui para Mil\u00e3o, onde sempre tentei encontrar um emprego. Mudei-me a p\u00e9, indo para onde quer que visse uma grua, para entrar no local da constru\u00e7\u00e3o ou onde quer que visse um restaurante, para tentar entrar como m\u00e1quina de lavar lou\u00e7a, mas infelizmente n\u00e3o foi f\u00e1cil.<\/p>\n Outros amigos disseram-me mais tarde que em Cuneo, no Piemonte, havia uma hip\u00f3tese de encontrar alguma coisa. Ent\u00e3o eu fui l\u00e1. Instalei-me l\u00e1 e imediatamente encontrei ajuda num abrigo fundado por Franco Mondino: Casa Ristoro e Pace. Assim, comecei a trabalhar primeiro como soldador e depois passei para a constru\u00e7\u00e3o. O primeiro per\u00edodo em It\u00e1lia foi realmente cheio de muitas dificuldades, especialmente por causa da aus\u00eancia da minha fam\u00edlia e por ter que se adaptar a uma realidade totalmente nova. Mas mais tarde, com a gra\u00e7a do Senhor, eu compreendi e apreciei cada vez mais este per\u00edodo exaustivo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n Don Arjan com o Papa Francisco.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n - At\u00e9 ao encontro com a Fraternidade dos Filhos da Cruz e com a f\u00e9 crist\u00e3...<\/strong><\/em><\/p>\n O meu encontro com a Fraternidade dos Filhos da Cruz, o ramo sacerdotal da Casa de Maria, teve lugar em 1993, precisamente em Cuneo. L\u00e1 conheci um padre, Padre Massimo Allisiardi, que estava envolvido na vida da comunidade. Assim, a seu convite, tamb\u00e9m eu comecei a assistir ao seu grupo de ora\u00e7\u00e3o, entrando cada vez mais em contacto com os fundadores da Casa de Maria: o Padre Giacomo Martinelli e Nicoletta Reschini.<\/p>\n Atrav\u00e9s deles tomei conhecimento do extraordin\u00e1rio evento de Medjugorje,<\/a> onde Nossa Senhora tem vindo a aparecer h\u00e1 mais de quarenta anos. No contexto e concep\u00e7\u00e3o do ate\u00edsmo total em que cresci, o mero facto de primeiro vir a saber que Deus existe e que Nossa Senhora aparece, e depois ter uma experi\u00eancia viva dela, foi para mim o in\u00edcio de uma vida completamente nova.<\/p>\n Assim, ap\u00f3s um ano de discernimento, catequese e vida espiritual, recebi o sacramento do Baptismo. Naquele tempo nasceu o desejo de consagra\u00e7\u00e3o total ao Senhor na vida sacerdotal e tornou-se cada vez mais claro em mim, juntamente com outros jovens da comunidade.<\/p>\n - Uma mudan\u00e7a radical na sua vida...<\/strong><\/em><\/p>\n Claro que sim! E os meus estudos foram uma consequ\u00eancia desta viagem e do discernimento dos meus superiores. Ap\u00f3s tr\u00eas anos como membro externo da comunidade da Casa de Maria (de 1994 a 1997), fui definitivamente admitido e assim comecei os meus estudos de Filosofia e Teologia.<\/p>\n Certamente, dentro da forma\u00e7\u00e3o sacerdotal, estes estudos assumem um aspecto importante, mesmo que n\u00e3o sejam eles o ponto determinante. De facto, foi decisivo para mim encontrar a Igreja atrav\u00e9s daquela pequena realidade na qual a provid\u00eancia de Deus me tinha colocado: a experi\u00eancia carism\u00e1tica que o Senhor me deu na Casa de Maria e na Fraternidade dos Filhos da Cruz, hoje reconhecida como uma sociedade de vida apost\u00f3lica.<\/p>\n Acredito que esta forma\u00e7\u00e3o e convers\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas um facto de como as coisas aconteceram, mas uma necessidade concreta e di\u00e1ria. Cada um de n\u00f3s deve desenvolver e viver o dom vocacional no contexto est\u00e1vel da verifica\u00e7\u00e3o e da experi\u00eancia eclesial e comunit\u00e1ria. O chamamento do Senhor \u00e9 di\u00e1rio, tal como a nossa resposta, que est\u00e1 sempre encarnada na face concreta da Igreja.<\/p>\n Por isso fui ordenado sacerdote em 11 de Maio de 2003 pelo Papa Jo\u00e3o Paulo II na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro.<\/p>\n - E agora voc\u00ea \u00e9 o primeiro bispo da fraternidade - uma grande responsabilidade!<\/strong><\/em><\/p>\n Francamente, na fraternidade sinto que sou um dos irm\u00e3os do Senhor, como todos os outros, de facto o mais indigno. Para mim, ser bispo n\u00e3o \u00e9 um ponto de chegada, mas um apelo a uma vigil\u00e2ncia ainda maior, a um servi\u00e7o ainda maior e a uma resposta cada vez mais humilde. Sinto uma maior necessidade do apoio orante dos meus irm\u00e3os e da minha comunidade, porque tudo o que o Senhor me deu neste carisma pode enriquecer e servir a sua Igreja. Portanto, n\u00e3o estou de forma alguma desligado da hist\u00f3ria que me gerou.<\/p>\n Pelo contr\u00e1rio - como j\u00e1 disse - preciso de tirar cada vez mais desta fonte vital, para me colocar ao servi\u00e7o onde o Senhor me quis. E \u00e9 por isso que me sinto chamado a contribuir com aqueles dons que o Senhor me deu e o que Ele diz \u00e0 Igreja atrav\u00e9s da sua M\u00e3e, do Papa e do seu Magist\u00e9rio, certamente com absoluto respeito pela identidade desta Igreja particular de Tirana-Durr\u00ebs.<\/p>\nUma hist\u00f3ria poderosa\u00a0<\/strong><\/h3>\n
Uma fam\u00edlia humilde e simples<\/strong><\/h3>\n
Um pa\u00eds comunista\u00a0<\/strong><\/h3>\n
Fuga da Alb\u00e2nia\u00a0<\/strong><\/h3>\n
A segunda fuga\u00a0<\/strong><\/h3>\n
Eu deixei um peda\u00e7o do meu cora\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/h3>\n
Eu trabalho como soldador\u00a0<\/strong><\/h3>\n
<\/span><\/p>\n<\/div>\nO encontro com a Fraternidade dos Filhos da Cruz<\/h2>\n
O dom vocacional\u00a0<\/strong><\/h3>\n
Ao servi\u00e7o do Senhor\u00a0<\/strong><\/h3>\n
\u00a0Fidelidade \u00e0 Igreja\u00a0<\/strong><\/h3>\n